Proibido de trabalhar de bermuda no Rio, homem vai de saia e é hit na web

André postou a foto no Facebook e tinha mais de 3,5 mil curtidas em 3 horas (Foto: Reprodução / Facebook)

André postou a foto no Facebook e tinha mais de 3,5 mil curtidas em 3 horas (Foto: Reprodução / Facebook)

Segundo ele, funcionária passou mal por conta do calor ‘desumano’.
‘Não é palhaçada, é uma forma de questionar’, disse André Amaral.

Gabriel Barreira no G1

O Rio vive um dos meses de janeiro mais quentes das últimas décadas, e os cariocas que não trabalham em ambientes com ar condicionado sofrem. É o caso do ilustrador André Amaral Silva, que trabalha em um prédio no Centro onde homens são proibidos de entrar de bermuda. A proibição, no entanto, não vale para as mulheres, que podem também usar saias. Inconformado com a limitação e o “calor desumano”, o jovem achou uma alternativa inusitada: foi trabalhar de saia.

A atitude curiosa foi parar na internet e rendeu 3,5 mil compartilhamentos e mais de 5,8 mil curtidas no Facebook em quatro horas, desde as primeiras horas desta terça-feira (4), dia em que uma funcionária vizinha, segundo ele, passou mal e desmaiou.

André posa com a saia (Foto: André Amaral Silva / Arquivo Pessoal)

André posa com a saia (Foto: André Amaral Silva /
Arquivo Pessoal)

“É uma forma de questionar dentro da legalidade. Não foi para fazer palhaçada nem para aparecer. É uma coisa séria”, garantiu.

A ideia, no entanto, quase não foi colocada em prática. Na chegada ao prédio, foi alertado pelo porteiro de que não poderia entrar. “Pela manhã, quando cheguei, o porteiro disse que não podia entrar. Contrargumentei que, se as mulhetes têm esse direito, eu estava correto. O administrador do prédio, que é policial militar, foi muito sensato e esclarecido. Orientou o funcionário a permitir e entrei”, explicou o ilustrador.

Recentemente, uma campanha na internet pediu que as empresas permitissem a entrada de funcionários de bermuda. A Prefeitura adotou a prática.

“Os políticos, em seus carros particulares com motoristas, não pensam no que passamos. O que passo é difícil, mas quem vem do Subúrbio tem esse problema multiplicado por ‘n’ vezes. Os porteiros, os caras da limpeza pegam uma condução que demora quatro horas, que enguiça, vem todo mundo andando e ninguém fala nada”, afirmou.

Comentários

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2 Comentários

  1. Vagner disse:

    Poxa vida! Estamos num país tropical . Porque colocar barreiras culturais na vestimenta que se usa no cotidiano? Vivamos como temos que viver!!!

  2. O Corneteiro disse:

    Ficou uma gracinha… A se a moda pega! O cara leva jeito! re re re re re re

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