Magno Malta, o evangélico que quer ser presidente

Com discurso centrado na defesa da redução da maioridade penal e de medidas duras contra a criminalidade, senador da base governista acusa o PT de ter aparelhado o país e diz que é hora de rodízio no poder

Sylvio Costa, no Congresso em Foco

Magno no plenário do Senado, logo após lançar sua candidatura à Presidência da República

Magno no plenário do Senado, logo após lançar sua candidatura à Presidência da República

O jogo combinado é que o PR, partido com 37 deputados federais e quatro senadores, estará na coligação partidária que tentará reeleger Dilma Rousseff. Mas o senador Magno Malta (PR-ES) promete fazer o que estiver ao seu alcance para estar na cédula eleitoral que os brasileiros encontrarão nas urnas de outubro. Como candidato, que fique claro, a presidente da República.

Foi com esse propósito que ele subiu à tribuna do Senado no último dia 18 e lançou sua pré-candidatura. Cantor gospel, que se notabilizou por presidir as CPIs do Narcotráfico e da Pedofilia, Magno, 56 anos, escora seu projeto na base evangélica que contribuiu para suas sucessivas vitórias eleitorais. Antes de ir para o Senado, onde está no segundo mandato, foi vereador e deputado estadual e federal. Promete voar longe se deixarem ele se candidatar, convicção que extrai do crescente apoio que suas teses na área da segurança pública – consideradas autoritárias e conservadoras pelos ativistas dos direitos humanos – recebem de uma população a cada dia mais assustada com a violência urbana.

A principal delas é a redução da maioridade penal, bandeira que o senador defende com ardor onde quer que esteja, de eventos religiosos a programas populares do rádio e da TV. Na sua opinião, quando se tratar de crime “de natureza hedionda”, não deve haver idade mínima para alguém pagar pelo que fez. “Está mamando no peito da mãe, tem 30 dias. Pulou, pegou a escopeta, cometeu crime, perdeu”, disse ele ao Congresso em Foco usando deliberadamente o que chamou de “caricatura”.

Na entrevista, Magno Malta também fez críticas ao PT, a quem acusa de tentar se eternizar no poder: “Quando tenta se perpetuar, vira ditadura. Porque a perpetuação te dá toda a chance do mundo de aparelhar o país, e o país já tá aparelhado. O país já tá aparelhado”.

O anúncio da candidatura de Magno foi tratado com discrição pela imprensa, talvez pelas desconfianças que rondam seu gesto. Para uns, ele estaria tentando aumentar o cacife do PR na negociação com Dilma e companhia. Outros, que conhecem as boas relações existentes entre o senador e Lula, especulam que ele seria a carta preparada pelo ex-presidente para complicar as coisas no eleitorado evangélico para a chapa Eduardo Campos/Marina Silva. E, finalmente, há quem acredite que Magno Malta advoga mesmo um projeto pessoal e não terá o cacife político necessário para viabilizá-lo. Isto é, para conseguir do PR a legenda que o colocaria na disputa presidencial.

Dizendo contar com o apoio de vários políticos e de líderes religiosos como Silas Malafaia, Magno já iniciou um roteiro de viagens pelo país afora para pregar o seu ideário. Que inclui a ferrenha oposição à legalização das drogas, a defesa dos municípios, “da família” (ele preside a Frente Parlamentar em Defesa da Família), dos professores e dos policiais. “São verdadeiros sacerdotes. Aí dizem que tem muito bandido na polícia. Tem. Mas na igreja tem também”.

Veja a seguir a entrevista.

Congresso em Foco – Por que a sua candidatura?

Magno Malta – O país com o PSDB recebeu os fundamentos da economia. Essa inserção social dos últimos anos não teria sido feita se não houvessem os fundamentos da economia. É preciso saber respeitar as coisas. Se ele não avançou na educação, porque não fez nenhuma universidade, não fez escola técnica, isso é o fim do mundo… como você insere no mercado de trabalho, né? Saiu, deixou a dívida com o FMI, 11 milhões de desempregados. Fez duas coisas importantes que eu falo. Deu os fundamentos da economia. E Dona Ruth criou o terceiro setor, e nem eles falam nisso, não tocam no nome dela, quem fala nisso sou eu. Quando ela criou aquela história de oscip, resolveu um problema e acabou com os asilos. Saímos daí para uma inserção social. Nós tivemos a criação da Bolsa Família, que alguns chamavam de esmola, mas antes foram oito anos de muita oportunidade de dar esmola e não deram, e veio a Bolsa Família, que resolveu o problema de muitas pessoas. Vieram as escolas técnicas, Prouni, investimento nas universidades, essa inserção social… quem é que pode tapar o sol com a peneira? Ninguém pode. Mas, em compensação, a federação virou um monstro, que tem feito dos municípios uns ratinhos.

Isso ocorreu com o Lula ou com a Dilma? Ou com ambos?

No processo, no processo. Quando o Palocci fez aquele superávit primário muito grande, com juros altos e tal e tal e tal, acumulou e tinha espaço para fazer pacote de bondades. E não existe mais espaço para isso. Estão dando máquinas por aí. Está bom. Mas tem prefeito que nunca usou as máquinas porque não tem dinheiro para botar combustível. Acabou. Aquele vento bom de economia do período Lula passou. Estamos agora no limiar de um novo período de inflação. Mas vai dizer que não avançou? Avançamos. Nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, tivemos um crescimento avassalador das drogas. Ele cria a Senad, Secretaria Nacional Antidrogas, e faz um discurso na ONU dizendo que vai erradicar as drogas em dez anos. Primeiro, em dez anos nem ele nem ninguém ia erradicar. Depois, o que aconteceu? Ele foi embora, deixou a Senad com R$ 65 de orçamento e virou o arauto da legalização das drogas no momento seguinte. Cresceu o crime. Com o Estatuto da Criança e do Adolescente, eles podem tudo e ninguém pode nada. Eles têm direitos, não têm obrigação com nada. Somos o único país do mundo em que homens travestidos de criança sequestram, matam, estupram e depois falam: “Tira a mão de mim, que eu sou menor e conheço os meus direitos”. E é verdade: conhecem os direitos deles. O mundo das drogas tomou conta do país. Por quê? Mil e cem quilômetros abertos com o Paraguai, 700 abertos com a Bolívia. A Argentina tem 33 milhões de habitantes, 48 mil homens na Polícia Federal, um país quebrado. E nós temos quase 200 milhões e não temos 15 mil homens operacionais na Polícia Federal. Isso é o fim do mundo.  Mil e cem quilômetros com o Paraguai, e nossos vizinhos não são afeitos ao ordenamento e nem à lei, está certo? Toda a contravenção passa por aqui, e você tem um país de fronteiras abertas. Quer dizer: cresceu a marginalidade, é crime, crime, crime e eles, por ideologia, por convicções filosóficas, não dão o braço a torcer. Porque eles sabem. Quando falo sobre essa matéria no plenário, eles vão embora e depois encontram comigo e falam: “Você está certo”.

Eles quem?

O governo.

O senhor está falando do PT?

Exatamente. E eles não farão a redução da maioridade penal. Temos um motor que acelera a violência em nosso país, e todo motor tem roda dentada. A roda dentada mais importante é a questão da maioridade penal.  Aí você me pergunta. Vai acabar com a violência? Vai não. Mas vai desacelerar.  Não é a maioridade penal para inglês viver, passar mel na boca do povo, contar mentira, mudar de 18 para 17, 16. E daí? Isso não muda absolutamente nada. A minha proposta, que eu sou o precursor do debate, entrei com o primeiro projeto em 2003, que eu queria discutir com o país, é a seguinte: que qualquer cidadão que cometer crime com natureza hedionda seja colocado na maioridade para pagar as penas da lei, independente de faixa etária. Porque o crime não depende de faixa etária. Quem queima jornalista dentro de um pneu com 12 anos vira general do crime.

Não teria então limite mínimo de idade?

Não, não, não. Não tem limite. Está mamando no peito da mãe, tem 30 dias. Pulou, pegou a escopeta, cometeu crime, ele perdeu. Estou fazendo uma caricatura exagerada. Aí fala. Vai levar para o presídio? Não vai levar porque o presídio tem medo do menino. Como é que você vai levar esse menino pra lá? As cadeias estão cheias. Ter um indivíduo desses de 16 anos que entra dentro do ônibus com uma pistola na mão, encosta, fecha a porta: “Todo mundo olha pra mim”. E pega uma mulher com 35 anos de idade, mãe de família, doméstica, estupra ela na frente de todo mundo, ela chorando, e isso porque só tem 16 anos. “Nenhuma conversa fiada, ou eu meto bala na cara”. A polícia põe a mão dele no momento seguinte, e ele: “Tira a mão de mim que eu sou menor”. Na cara de um homem que ganha R$ 1,2 mil por mês, desmoralizado, desqualificado e que virou a escória da sociedade, que é a polícia. Então, para onde vai levar esses meninos? Qual é o pior dos mundos? Ter ele embolado na cadeia ou na rua? Ter embolado na cadeia, mas não é isso que eu quero. A minha proposta acaba com toda e qualquer fundação de ressocialização do menor, porque tudo isso é mentira, isso é esgoto de gente. Isso aí, sim, é escola de crime. A minha proposta é a seguinte: qualquer pessoa que venha a cometer crime de natureza hedionda perde, e fica o Estado obrigado a construir centros de ressocialização para formação de campeões em esporte de alto rendimento no país. O esporte de alto rendimento tem dois fatores importantíssimos. Ele suga suas energias e ele tema uma filosofia que te educa.  Nós temos mão de obra para isso? Temos.

O seu partido encampa essa proposta? E encampa sua candidatura?

Não. O partido não tem projeto de poder. Eu fui pedir legenda porque sei que o partido não tem projeto de poder.

O senhor acha que consegue? Não já existe uma negociação? O PR não vai apoiar a Dilma?

A minha parte eu fiz. O partido está na base do governo, e não tem nenhum demérito em ser base. Demérito é subserviência. E o partido está ali não porque Dilma deu um presente para o partido. Ele está ali porque participou de uma coligação. Ele lutou, foi pra rua para eleger a Dilma. Eu mesmo viajei 25 dias num jato, no segundo turno, falando cinco vezes por dia para dessatanizar a Dilma num setor que inflou a Marina e que levou Serra para o segundo turno…

O setor evangélico…

Então… O partido está ali por conquista. Ninguém fez favor pro partido, e isso é que é o normal. É assim que têm que ser tratados os aliados. Eu não quero que o partido se indisponha com nada. Eu quero que o partido me dê a legenda porque há uma sociedade civil sofrendo, enclausurada dentro de casa, que precisa ter uma voz que debata em favor dela.

Mas o senhor tem apoio dentro do partido para isso?

Eu fiquei muito feliz com o aparte que o Blairo [Maggi, senador pelo PR-MT] me fez. O Blairo disse: “Olha, o seu discurso é perfeito. As suas ideias são o que o povo quer, é o que eu penso, é o que nós pensamos, é o sofrimento, é a dor da sociedade. No que depender de mim, você tem a legenda. Eu vou lutar com você para você ter a legenda”. Há uma reação positiva dos presidentes estaduais e municipais do partido, que tomaram conhecimento disso. A minha esperança é que a base do partido raciocine. Um candidato a presidente pode muito bem ajudar a fazer uma bancada forte de deputado federal. Um candidato a presidente pode mudar a realidade de um partido. Pode tirar ele de uma situação mediana para uma situação de partido ascendente, já morando no andar de cima.

O senhor confia muito nas suas chances eleitorais. O senhor acredita que um número grande de brasileiros seriam sensíveis a esse discurso?

Eu acho que nós não temos hoje 5% que não são sensíveis a esse discurso.

A grande maioria, na sua opinião, comunga dessas teses, como a redução da maioridade penal?

Comunga! Veja a polícia. Precisa de um homem, de um presidente que tenha a coragem de fazer a PEC 300…

Ou seja, o aumento dos salários dos policiais.

A equiparação. Não tem a menor lógica o homem, um pai de família, ganhar R$ 1,2 mil e hoje ele ser a escória. O moleque de 17 anos encosta a mão na cara dele, faz um gesto obsceno, fala um palavrão, que ninguém tá ouvindo, mas se ele colocar a mão dele mais forte para levar para o camburão e alguém estiver filmando, o bandido é ele. O Direitos Humanos vai lá para a porta da delegacia para tirar aquele inocente de lá.  E o policial é truculento. A polícia do Brasil é despreparada… Que estímulo esses homens têm para trabalhar?  São verdadeiros sacerdotes. Ah, porque tem muito bandido na polícia. Tem. Mas na igreja tem também.

O senhor estaria talvez tentando ocupar no imaginário do eleitor um tipo de pensamento conservador que no passado foi representado pelo Enéas?

Não, de jeito nenhum…

Buscando uma faixa do eleitorado que defende medidas mais duras contra o crime, que associa muitos problemas do país à falta de autoridade?

Não, não, não, não. Não é faixa do eleitorado. Quem quer é o povo. Temos um Código Penal muito velho. Em absoluto. Eu não quero nada disso. Até porque eu tenho maneiras efetivas de enfrentar, presidi a CPI do Narcotráfico e tive resultados… Faz 35 anos que eu tiro drogado da rua. Quando eu te falo em ressocializar com esporte de alto rendimento e devolver um atleta para a sociedade,  reintegrado, não é esgoto de gente não,  até porque lá não vai ter cela, não vai ter beliche, o juiz vai determinar um tutor com assistente social e assistência religiosa para ele. Se a família dele não tiver envolvimento com o crime, a família entre as 17h de sexta e fica até as 17h de domingo com ele. Esse menino vai ter mais tempo com a família do que teve na rua. Se a família tiver envolvimento com crime, ele vai ter uma família adotiva, com formação religiosa, e alguém tem que discutir com este país. Porque se não pode respeitar o religioso como gente de Deus, que respeite o papel sociológico e o papel social que ele exerce na sociedade. Eu conheço o esporte e conheço o crime no Brasil. Conheço e sei que ele está nas vísceras do país. O narcotráfico criou um Estado bandido dentro do Estado brasileiro, e isso a gente começou a revelar na CPI do Narcotráfico. Então eu quero fazer uma discussão plena. Nós avançamos na inclusão social, e temos mais espaço para avançar. Ora, não podemos ser um país em que uma minoria fala e o resto engole.

As manifestações não sinalizaram uma mensagem que é o exato oposto do que o senhor prega? Quer dizer, uma coisa de mais trabalho na saúde, na educação…

Sim, eu creio nisso…

… desmilitarização da polícia, liberalização de costumes, legalização de drogas…

Não, o Brasil é que está na contramão. A Holanda morre de arrependimento por ter legalizado drogas e não tem como voltar atrás. A Suíça fez uma praça que é uma lama, é um esgoto de seres humanos, e não tem como voltar atrás. Aquilo que o mundo já fez e deu errado nós estamos discutindo aqui achando que é a coisa certa. Nós temos um país que não tem fronteiras. Todas as plantações de maconha no Paraguai são de brasileiros criminosos. No dia que legalizar, o Brasil vira o paraíso da contravenção no mundo. Nós temos portos, nós temos aeroportos, nós temos fronteiras abertas. Todo contraventor do mundo vem morar aqui, pois está tudo legalizado. Nós viraremos o paraíso da contravenção. Ir pra rua, fazer passeata, reivindicar saúde, educação, isso é a coisa mais linda do mundo. Isso é avanço. Eu fui relator agora do projeto do Crivella que proíbe passeata na Copa. Eu mandei arquivar. Já está na Lei Geral da Copa: você pode fazer passeata, sim. Você não pode é depredar patrimônio público, patrimônio alheio, de particular. Você não pode é invadir, matar, queimar carro. Tem que agir com mão dura! Colocar a lei em cima. Mas as manifestações são uma conquista da democracia, né?

Acabou o ciclo de PT no poder?

Eu penso que a contribuição foi importante demais, essa inserção maravilhosa, mas eu penso também o seguinte, irmão: ninguém é tão bom que tem que se perpetuar. Quando tenta se perpetuar, vira ditadura. Porque a perpetuação te dá toda a chance do mundo de aparelhar o país, e o país já tá aparelhado. O país já tá aparelhado. Então eu penso nesta possibilidade, de você fazer o rodízio, de você conhecer novas ideias. Eu vou sair daqui com você e vou perguntar a dez pessoas. Dez pessoas. Eu vou perguntar o que elas pensam da maioridade penal, e 11 vão falar que querem. Que precisa.

Isso não necessariamente é um bom argumento. No início do século 20 no Brasil, se perguntasse a opinião das pessoas sobre a vacinação contra a febre amarela, a quase totalidade diria que seria absurdo tomar vacina, né?

Mas era falta de informação. Hoje, eles têm toda a informação do mundo.  É só ligar a televisão, em cada dez crimes, oito têm um homem travestido de criança metida no meio disso, e ele está livre. As pessoas veem…

Perdão, as estatísticas não mostram isso não.

Naquela época, para a informação chegar nas pessoas… quem é que podia ter um rádio? Nós estamos trabalhando com internet agora, nós estamos vivendo um outro momento. As pessoas veem tudo ao vivo, as pessoas veem assassinato ao vivo. A câmera do posto pegou. O cara tomou o carro da mulher e deu um tiro na mulher, matando uma mulher desnecessariamente.

Vamos voltar à avaliação do governo. O senhor dizia que teve um papel importante na campanha, para sensibilizar o eleitorado evangélico, que ameaçou colocar em risco a vitória da Dilma, né?

Com um item só. Aborto.

Pois é…

Mas não foram só os evangélicos, os católicos também. No meu estado, o bispo deu uma ordem. Não era para votar em Dilma e em mim, porque eu tinha prendido os padres de Alagoas com a CPI.  Ele dizia que eu era perseguidor porque prendi o monsenhor em Alagoas (o episódio, relatado no site de Magno Malta) e que a Dilma era abortista…

Pois é. O senhor fez aquela campanha toda e, quatro anos depois, se coloca como pretendente. Em que a Dilma errou? O que ela poderia ter feito de diferente do que fez?

Eu sempre debati segurança pública, eu presidi a CPI da Pedofilia…

Então o grande erro foi aí?

Eles não vão fazer. Por questões ideológicas, filosóficas, não vão fazer. Já fez muito. Ninguém é tão bom que é capaz de fazer tudo. É por isso que o rodízio é tão importante.

O senhor está fazendo duas críticas: a ação na área de segurança pública e a questão do aparelhamento do Estado, né?

São problemas gravíssimos, porque ninguém pode se perpetuar no poder, a beleza da democracia é evitar isso. Sou maior de 35 anos, tenho direito constitucional, é legítimo eu pedir para ser candidato. Qualquer cidadão pode pedir. Eu quero discutir o papel da segurança pública no país. Porque é uma matéria que eu conheço. Houve um momento em que a questão era acabar com a inflação. Passamos aquele momento. Outro momento era fazer inclusão social, e ela veio. Cada um tem o seu momento, a sua importância.

E agora o grande momento é…

É a segurança pública. É droga. É violência. Alguém tem que estar preparado para fazer esse debate.

O que os dirigentes do partido falaram sobre sua candidatura?

Que é legítima a minha candidatura, que não depende só deles. Depende do partido como um todo. Eu vou trabalhar, e tenho certeza que o meu trabalho dará resultados. Eu vou cruzar este país. O Lobão Filho [senador pelo PMDB-MA] fez um aparte dizendo assim. “Olha, eu quero lhe parabenizar”. Eu falo que muita gente debocha pelo fato de eu ser evangélico, e evangélico neste país não faz outra coisa a não ser pedir a preservação da família. É um povo que não vive produzindo boletim de ocorrência. É um povo que não faz arruaça. É um povo que não vende armas, não vende drogas, não faz nada disso e tal. Quer dizer, e aí não estou falando só dos evangélicos, estou falando dos religiosos do Brasil. Imagina se não estivessem por aí fazendo, acolhendo.. Até porque as igrejas são formadas de ex-alguma coisa. Ex-drogado, ex-bêbado, ex-ladrão, ex-não sei o quê, tal, tal, tal… E as pessoas debocham. Então o Lobão Filho fez um aparte dizendo: “Se as pessoas debocham dizendo que o senhor é quadrado, eu quero ser quadrado igual ao senhor. E eu quero aqui dizer aos senhores senadores que eu abri a minha rede de rádio, que é a maior do Maranhão, a maior audiência do Maranhão, a Difusora, e o senador Magno Malta entrou ao vivo, ficou uma hora e meia, e congestionou. Falou para 6 milhões de pessoas, e durante duas horas congestionou as linhas telefônicas nossas que ninguém destravava por nada. E na internet o povo aplaudindo o que esse cidadão estava falando. Quando conseguiam atender, a pessoa falava: ‘Caramba, agora tem um homem aí para falar do nosso sofrimento’”. Foi motorista de ônibus, motorista de táxi. Então eu quero debater isso com o país. Gente, avançamos na área social. Agora é dar continuidade, e melhorar,  seguindo adiante no que nós fizemos. Eu falo nós porque eu participei.

Como vai ser agora? O partido vai deliberar? Como é o processo?

Eu também nem sei. Eu sei que vou trabalhar para eles viverem um aperto, para eles viverem um sofrimento. Porque verão um candidato com potencial. A partir de agora vou fazer uma agenda, vou cruzar o país. Rapaz, quem é contra o aborto no Brasil no debate presidencial tem que ter uma boca em seu favor! Eu quero ser essa boca. Eu quero debater, eu quero enfrentar. Eu quero fazer o debate com quem a favor de legalização de drogas. Eu quero ser a boca de quem não é a favor. Tenho sete atletas no UFC americano. Pessoas que tirei da rua e que se tornaram grandes atletas e estão na minha instituição, eu sei o que estou falando.

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