Prestes a ficar cego, garoto viaja para completar banco de memórias visuais

Louis Corbett (no centro, com a faixa verde limão na testa) tem 12 anos e sofre de retinose pigmentar. Prestes a perder a visão, ele decidiu completar uma espécie de banco de imagens em sua memória e viajou com a família para visitar os lugares que gostaria de ver pela primeira e, talvez, última vez. (foto: Reprodução/Facebook)

Louis Corbett (no centro, com a faixa verde limão na testa) tem 12 anos e sofre de retinose pigmentar. Prestes a perder a visão, ele decidiu completar uma espécie de banco de imagens em sua memória e viajou com a família para visitar os lugares que gostaria de ver pela primeira e, talvez, última vez. (foto: Reprodução/Facebook)

Publicado no UOL

Um garoto neozelandês de 12 anos prestes a perder a visão está fazendo viagens para guardar o máximo possível de imagens na memória antes de ficar cego.

Louis Corbett sofre de retinose pigmentar, uma doença rara e hereditária que causa a degeneração da retina, região no fundo do olho responsável por ‘capturar’ as imagens. Seus dois irmãos mais velhos também têm a doença, mas Louis descobriu no ano passado que, no seu caso, ela está avançando rapidamente – ele já perdeu 50% de sua capacidade visual.

Após saber do prognóstico, Louis decidiu embarcar em um passeio turístico internacional com a família. “Este ano vamos tentar encher o mundo dele com o maior número de belas imagens que pudermos”, disse a mãe de Louis, Catherine Corbett, em entrevista à rede CNN. No ano passado, o garoto perdeu quase 50% de sua capacidade visual.

Incentivado a criar uma lista de desejos, ou melhor, um banco de memórias visuais com coisas que ele gostaria de ver pela primeira e, provavelmente, última vez, Louie escolheu locais como o Grand Canyon, as cataratas de Niagara, o Empire State e a sede do Google, nos Estados Unidos.

Em foto postada no Facebook, Louis visita a cabine do comandante do voo para os EUA

Em foto postada no Facebook, Louis visita a cabine do comandante do voo para os EUA

Celtics

Mas o que ele mais quer ver, mesmo, não é um ponto turístico, e sim um jogo. Como muitos meninos de sua idade, Louis é fã de esportes e, apesar de ser neozelandês, sua paixão é o basquete americano. O item de número um da lista do garoto é ver o Celtics jogando em Boston.

O empresário Warren Casey, CEO de uma empresa de software com sede em Boston, soube da história porque é vizinho da família de Louis em Auckland. Ele e seus parceiros conseguiram arrecadar US$ 25 mil para a viagem em apenas quatro semanas, em uma campanha que ganhou força nas mídias sociais.

Corinne Grousbeck, que é casada com o proprietário do Boston Celtics e, por coincidência, tem um filho com retinose pigmentar, ficou sabendo do caso pela internet e decidiu ajudar também. Ela vai tentar colocar o garoto para assistir o jogo desta quarta-feira (5), noite em que, por outra coincidência, os alunos da escola de cegos que ela administra também vão ao jogo.

Grousbeck acredita que vai ser emocionante para Louis ver crianças com deficiência visual executarem o hino nacional antes da partida.

Enquanto estiver em Boston, o garoto também vai passar um dia no renomado Massachusetts Eye and Ear Infirmary, centro que conduz pesquisas de ponta sobre a retinose pigmentar.

Comentários

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2 Comentários

  1. Didilleite disse:

    Retinose Pigmentar um herança triste que impossibilita de ver a luz quem a herdou. Fabulosa a ideia deste menino. Deus queira que as pesquisas cheguem ao gen que causa isso e seja possível corrigi-lo.
    Didileite

  2. Vagner disse:

    Que ele aproveite ao máximo sua capacidade de visualizar as belezas que essa existência oferece. Quem sabe ele possa através da fé alcançar a esperança de que em um outro plano de existência , conforme a Revelação bíblica , ele possa contemplar belezas que transcendam tudo o que esse nosso maravilhoso e doloroso mundo oferece. Mas isso é apenas uma questão de fé , pois é inimaginável alguém saber que perderá um bem tão valioso como a visão.Que Deus o abençoe e dê força e consolo à sua família.

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