Salve, simpatia

Sérgio Pavarinigente-simpatica

Segundo pesquisas, deixamos de prestar atenção na letra a partir de um certo número de vezes que entoamos a canção. Felizmente, ao menos neste final de semana o tal “piloto automático” não deu as caras.

Cantamos na celebração dominical da manhã “Unidade e diversidade” (Guilherme Kerr e Jorge Rehder), uma das minhas músicas favoritas. Órfão da comunidade “Eu ouço a mesma música mil vezes” no finado Orkut, passei o dia repetindo os versos da inspiradíssima composição.

Lucas relata no capítulo 2 de Atos que a igreja primitiva era sensível às necessidades do povo. Mais ainda: todos mantinham-se unidos e mostravam alegria e sinceridade de coração, “tendo a simpatia de todo o povo”. #bingo

Nem preciso desfi(l)ar alguns itens da lista gigante de motivos que tornaram a igreja uma das instituições mais antipáticas para boa parte da população. Para o marketing, percepção é realidade. Ou seja, é de pouca valia discutir se em determinados aspectos a vox populi está equivocada a nosso respeito.

Um dos meus mantras reza que “o fato de alguém ser capaz de identificar problemas mostra que faz parte da respectiva solução”. Sem saber ao certo o poder de fogo das minhas pedrinhas lisas, não tenho medo de avançar em direção ao golias Preconceito. E vou cantando pelo caminho: “na simpatia de todos nasce a igreja de novo”.

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