Produção de ‘Jesus Cristo Superstar’ se preparou para protestos de religiosos

Grupos católicos se reuniram na frente do teatro na estreia do musical para manifestação contra espetáculo

Ubiratan Brasil, em O Estado de S.Paulo

A produção do musical Jesus Cristo Superstar estava preparada para manifestações mais contundentes de religiosos contrários ao espetáculo – além de seguranças na porta de entrada do Complexo Ohtake Cultural, outros dois permanecem dentro do teatro para impedir qualquer reação mais exaltada vinda da platéia durante o musical.

A manifestação que aconteceu na noite de sexta-feira, na estreia do espetáculo, reunindo representantes do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, Associação Devotos de Fátima, Associação Sagrado Coração de Jesus e Brasil pela Vida, já era esperada. “Acompanhamos, pelas redes sociais, uma combinação do encontro na porta do teatro, na data de estreia para o público”, disse o diretor do musical, Jorge Takla, ao Estado. “Mas foi algo totalmente pacífico, sem prejudicar a venda de ingressos ou o acesso do público à sala de espetáculo.”

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Cerca de 40 pessoas se reuniram a partir das 19h30 para gritar palavras de ordem alternadas com orações contra o que consideram blasfemo em Jesus Cristo Superstar: considerar o Filho de Deus um ser humano normal. “Eles repetiam frases nossas publicadas em textos da imprensa com essa intenção”, disse Takla. “Eu sou cristão, profundamente religioso , e não considero que a obra desrespeite a minha religião em momento algum. Ao contrário, estimula a minha fé, provoca em mim uma série de questionamentos que nutrem a minha alma.”

As reações continuaram no momento em que o espetáculo era encenado, inclusive com o uso de uma gaita de fole, mas o barulho não foi percebido dentro do espetáculo. Segundo a produção, cerca de 80% da capacidade do teatro foi ocupada. “E a reação, ao final, foi entusiástica”, completou Takla.

Evangélica, a atriz Negra Li, que interpreta Maria Madalena, contou ter conversado com pessoas de sua congregação sobre participar do espetáculo. “Eles ficaram tranquilos quando eu disse que frases da Bíblia são usadas nos diálogos, ou seja, nada da história de Cristo é deturpada. Com isso, tive a aprovação deles e de meus fãs”, afirmou ao

Cerca de 40 pessoas se reuniram a partir das 19h30 para gritar palavras de ordem alternadas com orações contra o que consideram blasfemo em Jesus Cristo Superstar: considerar o Filho de Deus um ser humano normal. “Eles repetiam frases nossas publicadas em textos da imprensa com essa intenção”, disse Takla. “Eu sou cristão, profundamente religioso , e não considero que a obra desrespeite a minha religião em momento algum. Ao contrário, estimula a minha fé, provoca em mim uma série de questionamentos que nutrem a minha alma.”

As reações continuaram no momento em que o espetáculo era encenado, inclusive com o uso de uma gaita de fole, mas o barulho não foi percebido dentro do espetáculo. Segundo a produção, cerca de 80% da capacidade do teatro foi ocupada. “E a reação, ao final, foi entusiástica”, completou Takla.

Evangélica, a atriz Negra Li, que interpreta Maria Madalena, contou ter conversado com pessoas de sua congregação sobre participar do espetáculo. “Eles ficaram tranquilos quando eu disse que frases da Bíblia são usadas nos diálogos, ou seja, nada da história de Cristo é deturpada. Com isso, tive a aprovação deles e de meus fãs”, afirmou ao Estado.

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