Deus morreu

cruciPublicado por Fabricio Cunha

É a sexta feira, que me ganha, em Deus.

É sua “paixão”, seu sofrimento e morte, que me colocam de joelhos, absorto, sem compreender.

A morte de Deus é a exacerbação de sua humanidade. É a prova maior de teu amor extravagante, que o coloca sob o chicote de sua criação, por amor dela própria.

Quando seu sangue rega a terra, encontrando-se com a origem de sua própria criação, Deus, em Jesus, nos comunica que sabe qual é o sabor da dor de ser humano, pobre, injustiçado, abandonado, só e frágil.

Deus nunca foi tão humano quanto na sexta e no sábado.

E não há prova mais cabal de seu amor por sua criação, do que seu sangue ser derramado nela.

Na sexta, em pouquíssimas palavras, assistimos a maior cena de todos os tempos: Deus se fez homem e, homem, amou a todos até as últimas consequências.

Um Deus que, numa cruz, rega uma poça com seu sangue, para que, dali, esse sangue regasse toda terra.

Um Deus que morre no que cria, de tanto amor.

Silêncio…

Comentários

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2 Comentários

  1. Vagner disse:

    Nietzsche acertou só num ponto na data de hoje :”Deus está morto”.Esse filósofo só errou na conclusão final :ao terceiro dia Ele ressuscitou. Enquanto isso o jazigo do pobre filósofo continua intacto com seus restos mortais , o túmulo Daquele que se tornou humano,derramou lágrimas de sangue no Jardim ,foi humilhado,crucificado ,escarnecido ,está vazio porque Ele derrotou nosso último e temível inimigo que é a morte!

  2. Didilleite disse:

    Muito real a retratação da paixão e morte de Jesus, filho de Deus, Deus também, pois ELE é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, Deus Filho. Na realidade quem sofre a paixão, é crucificado e morre é o próprio DEUS. Assim ele quis, para isso ELE se fez homem. E tudo isso por nós e para nós. Não temos sensibilidade e razão para alcançar isso. Uns não acreditam, outros brincam com isso, e há aqueles que acreditam. Nós não sabemos como agradecer a Deus seu gesto extremado de amor pela sua criação: a vida, que em evolução constante fez surgir o homem. Deus sempre soube que na essência da sua criação estava lá o ser humano. Se a gente já respeitar e tentar amar a Jesus, Deus saberá ver ai nossa gratidão.
    Nunca conseguiremos amar ao próximo como ele quis, mas se aceitarmo-nos uns aos outros, isso já será uma forma de amor.

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