Tradicional celebração da Paixão de Cristo é cancelada pela Arquidiocese

Motivo é a presença de ex-ocupantes do terreno da Oi que estão acampando em frente à Catedral Metropolitana

Publicado em O Dia

Rio – A tradicional celebração da Paixão de Cristo, programada para ser realizada na tarde desta sexta-feira, na Catedral Metropolitana do Rio, foi cancelada por conta de ex-ocupantes do terreno da Oi, que estão acampando desde a manhã em frente à catedral. De acordo com uma nota oficial divulgada pela assessoria da Arquidiocese do Rio, o cancelamento foi decidido por “questão de segurança”.

Polícia Militar e Guarda Municipal reforçam a segurança na Catedral Metropolitana

Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia

A nota explica que o cardeal Dom Orani Tempesta vai realizar celebrações em locais carentes. “A Catedral permanecerá fechada. O Sr. Cardeal, em solidariedade a todos os necessitados realizará as celebrações pascais em comunidades que experimentam a pobreza aguda e que serão informadas oportunamente”, diz.

O padre da catedral, Pedro Luis Antônio Pereira Lopes, esteve presente para conversar com os desabrigados no lado de fora da igreja. Ele ressaltou que a intenção da paróquia agora é fazer uma mediação para ajudar os desalojados. “Aqui eles não vão conseguir nada, se eles querem revindicar devem acampar na porta das autoridades. Mas não somos contra a permanência deles aqui. Tentaremos fazer uma mediação entre eles e a prefeitura para que haja uma resolução de paz, porque entendemos que a manifestação deles é justa”, afirmou.

Grupo de ex-ocupantes de terreno da Oi estão acampados nos arredores da Catedral

Foto:  Alexandre Vieira / Agência O Dia

GM e Choque retiram manifestantes da Cidade Nova

Os ex-ocupantes do terreno da Oi foram retirados na madrugada desta sexta-feira, numa ação conjunta da Guarda Municipal e do Batalhão de Choque. Eles estavam acampados na calçada dos fundos de um prédio, na Rua Afonso Cavalcanti, na Cidade Nova, próximo a sede administrativa da Prefeitura do Rio.

Os manifestantes e ativistas que apoiam o movimento reclamaram da truculência das tropas. A Avenida Presidente Vargas chegou a ser fechada por alguns momentos. Não houve prisões nem registro de feridos.

Segundo os manifestantes, cerca de 100 pessoas estavam na calçada dos fundos do prédio 3131, da Av. Presidente Vargas, quando a tropa de choque da Guarda Municipal chegou por volta das 2h30. Pelo menos duas mulheres grávidas estavam no grupo. Vários ativistas que apoiavam a causa tentaram negociar com os agentes e demovê-los da remoção.

Cerca de 200 homens da Guarda Municipal participaram da retirada dos manifestantes na madrugada desta sexta-feira, na Cidade Nova

Foto:  Osvaldo Praddo / Agência O Dia

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