Na televisão, não existem leis ou limites para as igrejas

Flávio Ricco, no UOL

Edir Macedo, líder da Igreja Universal

Edir Macedo, líder da Igreja Universal

Como já ficou atestado, a Igreja Universal não tem limites para o seu plano de expansão nos meios de comunicação, especialmente nas emissoras de rádio e televisão.

Se pegar na letra da lei, isto não poderia e nem deveria acontecer. Mas a lei, ora a lei. A Universal já tem a Record, Record News, vários horários na Bandeirantes e Rede TV!, além de dominar inteiramente as grades da Rede 21 e agora CNT. Todaloteamens com registro de geradoras e não retransmissoras.

Entre as tantas coisas erradas que nos obrigam a conviver, o loteamento das TVs pelas mais diversas religiões, umas mais e outras um pouco menos, é só mais uma distorção, que nos leva a concluir que, para determinadas coisas em nosso país, de nada adianta esbravejar ou reivindicar pelo que é certo.

Nos resta apenas ser solidários aos trabalhadores comuns, que ainda tentam se encaixar neste cada vez mais fechado mercado de trabalho, como também lamentar pelos jovens que frequentam as nossas escolas de Jornalismo ou cursos de Rádio e TV. Olha o que o futuro reserva para eles.

Lembra disso?
Não faz muito tempo, aqui neste mesmo espaço, foi dito que o plano da Universal era o de se tornar a Globo das igrejas.

Ao que parece, isto já é quase uma realidade.

Comentários

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2 Comentários

  1. rsp disse:

    ressentimento: rapidinho vira ódio.
    o texto poderia facilmente ser adaptado para a alemanha dos anos 30, trocando a universal pelo judaísmo. “a força da grana, estão dominando tudo, precisamos por um freio nisso e defender o trabalhador do “volk”, bla bla bla. vergonhoso. o que dá a esse articulista o direito de se referir aos evangélicos como categoria a ser combatida?
    não sei se ele sabe, mas os judeus são donos de praticamente todos os conglomerados de comunicação nos EUA. no entanto, alguém com a panca do jornalista eleva-los a categoria a ser combatida, seria justamente acusado de ódio e preconceito. portanto, mais respeito e mais vergonha na cara antes de vociferar panfletos odientos como esse!
    PS – não sou cristão nem judeu: sou absolutamente ateu, não me venham com ad hominem. só acredito no “never again”.

  2. Allan Castelani disse:

    Comparar este texto com a perseguição nazista aos judeus é bastante precipitado.O autor demonstra muita tristeza ao ver aos erros que sempre se repetem no Brasil, e lamenta que a próxima geração de jornalistas vai trabalhar para tipos como Edir Macedo e sua laia.
    E se você olhar de novo, quem realmente se parece com os nazistas são a parte mais conservadora que persegue gays, religiões de matrizes africanas e tudo que parece estranho a sua visão. Essa estratégia de se colocar como vítima é antiga na ala evangélica.

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