Marcha para Jesus leva 500 mil pessoas ao Centro do Rio de Janeiro

A Marcha para Jesus reuniu 500 mil pessoas, no Centro (foto: Extra / Fábio Guimarães)

A Marcha para Jesus reuniu 500 mil pessoas, no Centro (foto: Extra / Fábio Guimarães)

Priscila Belmonte, no Extra

Pela primeira vez na Marcha para Jesus, que reuniu cerca de 500 mil pessoas no Centro do Rio, a médica Jacqueline Fonseca, de 30 anos, não se conteve de tanta felicidade ao participar do evento religioso. Acompanhada por parentes, ela contou que só agora teve a chance de ir, porque trabalhava nos fins de semana.

– Desta vez, eu não podia faltar. Essa festa é maravilhosa. É a chance que nós, evangélicos, temos de mostrar que somos felizes, mesmo sem beber e fumar, como qualquer outra pessoa.

A estimativa de público, o mesmo do ano passado, é da Polícia Militar. A marcha começou às 15h e teve o apoio de oito carros de som, que seguiram da Avenida Passos até a Cinelândia, animando os fiéis, com o tema “Eu sou de Jesus, eu sou campeão”.

Num palco montado na Cinelândia, cantores de música gospel se revezavam. Andre Valadão e Bruna Karla foram alguns dos artistas mais ovacionados pela plateia, que contava com gente de todas as idades. Animada e com as letras na ponta da língua, a multidão, composta por frequentadores e pastores de diversas igrejas evangélicas de diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro, estava vestida com as cores verde e amarela por causa da Copa do Mundo.

Protesto contra investimentos na Copa

Um pequeno grupo de fiéis aproveitou a oportunidade para criticar a realização da Copa do Mundo no Brasil. Com cartazes nas mãos, eles mostravam seu descontentamento. O publicitário Nilton Nalin, de 53 anos, que frequenta a Igreja Pentecostal Mundial do Reino de Deus, era um deles.

– O governo deveria priorizar saúde e educação, em vez de fazer tanto estardalhaço por causa de um evento esportivo. Não sou contra a realização do Mundial, só acho que essa não deve ser a maior preocupação do governo num momento como esse – disse.

Comentários

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1 Comentário

  1. Didilleite disse:

    Mas continuo não acreditando. Como o pensamento pode derivar para uma analogia tão boba. Agora, me digam quem disse que as pessoas que fumam e bebem são felizes? Porque vincular dois vícios à felicidade.
    Pergunto eu, parodiando Zeca Pagodinho na música “Você sabe o que é caviar?” Vai a minha: você sabe o que felicidade? Gente não mistura religião com estado de vida de uma pessoa. Felicidade não está atrelada a nenhuma crença. Há ateus felicíssimos. Felicidade é foro íntimo, é circunstância, é saúde mental, é momento de vida. E tem mais, a felicidade para um, não é necessariamente igual para outro. Que façam sua marcha para Jesus, mas não fiquem alfinetando, instigando os outros. Quem for na marcha pode estar feliz e outros não. Quem não for pode estar felicíssimo e nem fumar nem beber. Outra coisa, um pouco mais profundo: felicidade é momento, então o verbo não é SER, o verbo é ESTAR.
    Ninguém normal é feliz o tempo todo, todo o tempo. Nós temos momentos de felicidade que passam. Eu duvido que me apontem uma pessoa que diga: sou feliz. Não é. Agora, encontra-se uma pessoa que diz: estou feliz. Ah! Mas que cansaço estas provocações dão na gente. Boa marcha para eles!
    Didileite

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