Marcelo Paiva e Roger travam duelo sobre a ditadura militar

O escritor Marcelo Rubens Paiva durante mesa sobre a ditadura militar na Flip, no início do mês (foto: Danilo Verpa - 2.ago.2014/Folhapress)

O escritor Marcelo Rubens Paiva durante mesa sobre a ditadura militar na Flip, no início do mês (foto: Danilo Verpa – 2.ago.2014/Folhapress)

Juliana Gragnani, na Folha de S.Paulo

Na semana passada, o vocalista da banda Ultraje a Rigor, Roger Moreira, 57, apagou do Twitter mensagens (reproduzidas abaixo) em que atacava o jornalista e escritor Marcelo Rubens Paiva, 55. Mas isso não quer dizer que tenha se arrependido.

À Folha, o autor da canção “Inútil” admitiu ter sido “extremamente grosso”, mas reiterou suas declarações e disse que o jornalista “pode ter sofrido lavagem cerebral”. Paiva não quis comentar as declarações.

FLIP

O imbróglio começou durante a Flip, em 2/8, quando Paiva, em mesa sobre o golpe militar no Brasil, usou Roger como exemplo de alguém que desconhece aquele período histórico.

Como resposta, Roger escreveu as mensagens no Twitter, e as apagou em seguida.

Paiva causou comoção ao chorar quando falou do pai, o deputado Rubens Paiva, morto sob tortura na ditadura militar.

“Não sofri na ditadura porque não estava fazendo merda. A pessoa tem que saber quais são os riscos do que está fazendo”, afirma Roger. O cantor diz ter vivido “uma vida absolutamente normal” durante o período. “Era melhor do que essa ditadura disfarçada que vivemos hoje.”

Roger diz que a lavagem cerebral é “um processo de anos e anos” praticado por militantes da esquerda.

Para o cantor, é mais difícil “lavar o cérebro” de quem, como ele, pertence à Mensa, organização que reúne pessoas com QI alto. “Você pode ser uma peneira ou uma esponja. Nós somos peneiras.”

Questionado sobre se suas preferências políticas são de direita, afirmou que a repórter também estava “com o cérebro lavadinho”. Respondeu que votará em quem “tirar o PT do poder”, Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (provável candidata do PSB).

INÚTIL

O humorista do “Porta dos Fundos” João Vicente de Castro, filho do jornalista Tarso de Castro, um dos fundadores do jornal “O Pasquim”, entrou na briga na sexta (15).

Ele escreveu uma mensagem no Instagram a Roger. “Quem estava fazendo merda era o seu pai, que criou um homem simplista, preconceituoso como você (…) Você é realmente inútil”, diz o texto.

Roger contra-atacou: “Uma pena que o filho de um escritor tão brilhante seja tão tapado. Resultado de anos de lavagem cerebral. Ele acha que o pai dele é um herói que lutou por mim. Uma mentira repetida tantas vezes”.

Atualmente, Roger toca no “talk show” do SBT “The Noite”, e também faz “comentários inteligentes” (segundo o site do programa) no quadro “O Homem do QI 200”.

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