Casa de gremista acusada de racismo é depredada com coquetel molotov no RS

Torcedora acusada de racismo teve a casa incendiada no RS

Torcedora acusada de racismo teve a casa incendiada no RS

Marinho Saldanha, no UOL

Depois de ter a casa apedrejada e ser alvo de ameaças, a torcedora do Grêmio Patricia Moreira da Silva, flagrada dirigindo insultos racistas ao goleiro Aranha, do Santos, teve sua casa incendiada em Porto Alegre nesta sexta-feira.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e esteve no local por volta das 4h da manhã, e conseguiu controlar as chamas. Segundo o advogado de Patricia, Alexandre Rossato, a torcedora não reside mais no local, e está morando com familiares.

“Na verdade não foi incêndio, e sim um ato de vandalismo. Atearam fogo em, provavelmente, um coquetel Molotov, e arremessaram na casa. Não chegou a pegar, mas poderia ter sido bem pior. É uma situação muito complicada”, disse o advogado.

“Não temos ideia dos autores, mas o que está acontecendo é um absurdo. Estão tendo atos muito mais criminosos do que qualquer crime que ela tenha cometido”, completou.

Um dos irmãos de Patrícia vai prestar queixa na polícia ainda na tarde desta sexta-feira. A torcedora falou à imprensa pela primeira vez no último dia 5, e se disse arrependida dos insultos.

O caso acarretou na exclusão do Grêmio da Copa do Brasil em julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, em uma decisão inédita no futebol brasileiro.

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