‘Homofobia? Há cristofobia’, afirma Pastor Everaldo

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Guilherme Amado, no Extra

Primeiro candidato a presidente a usar o termo “pastor” nas urnas, Everaldo Pereira afirmou que, uma vez eleito, respeitaria a separação entre religião e estado, sem discriminar nenhuma fé. No entanto, o empresário, ministro da Assembleia de Deus, admitiu que, à frente do país, não iria a uma cerimônia de umbanda ou de candomblé. As ideias do candidato não são polêmicas apenas na seara religiosa: ele defende a privatização da Petrobras e da Infraero. Carioca, nascido em Acari, Pastor Everaldo (PSC), de 58 anos, é o sexto candidato à Presidência a ser entrevistado pelo EXTRA.

Qual é o principal problema do Rio que o senhor, como presidente, poderia ajudar a solucionar?

Hoje, além da segurança, eu ajudaria o estado na mobilidade urbana. Está um caos. Reconheço os esforços do prefeito e do governador, mas a mobilidade está bastante prejudicada.

Mas como o senhor contribuiria, concretamente?

Facilitando com tudo o que o governo federal pudesse, trazendo a livre iniciativa para o transporte de massa.

O senhor quer privatizar a Petrobras. Privatizaria outra estatal? E a Saúde?

Privatizaria a Infraero. Sou a favor da livre iniciativa, mas Saúde, Educação e Segurança são prioridades.

Como presidente, o senhor faria alguma distinção entre as diferentes religiões?

Nunca vi nenhum pastor meu nem ninguém na minha igreja discriminar por religião. O estado é laico.

Mas iria a uma cerimônia de umbanda ou de candomblé?

Sou livre para ir aonde quiser. Eu tenho meus princípios e minha fé, cada um tem a liberdade de exercê-la. Da mesma forma que há pessoas que não querem ir à minha igreja, não iria a um terreiro. Isso é normal. É a liberdade de cada cidadão. Democracia é isso.

Como o senhor combateria a inflação?

A inflação é um componente dentro de uma estratégia de Estado. Hoje, quem provoca a inflação é o governo, que é inchado. Quando nós tivermos ajuste fiscal de verdade, enxugando essa máquina, vamos reduzir a taxa de juros e ampliar os investimentos. Isso vai aumentar a oferta, e os preços vão diminuir.

O senhor diz a todo tempo ser contra a legalização do aborto. É a favor de mudanças na legislação atual?

Não. A legislação atual já trata com bastante clareza os casos excepcionais.

O senhor é a favor da criminalização da homofobia?

A lei já é suficiente para qualquer tipo de injúria, calúnia. O que é homofobia? Há cristofobia, uma porção de coisas. Preconceito contra homossexual, negro, amarelo, branco, índio. O que querem fazer, hoje na lei, é dizer que um pastor e um padre não podem dizer, na sua fé, que a prática do homossexualismo é um pecado. Querem proibir quem crê nisso de falar nesse assunto.

Tem algum gay na família?

Já tive no passado, que até faleceu, coitado. Um primo.

Como reagiria se um filho seu dissesse que é gay?

Eu ia lamentar profundamente, diria que não era o que eu queria para ele, mas continuaria amando, porque é o meu filho.

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