Bombeiro que prestou serviços à boate Kiss no RS é expulso da corporação

publicado na Folha de S. Paulo

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul expulsou um bombeiro indiciado em uma investigação decorrente da tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, que matou 242 pessoas e deixou outras 116 feridas em janeiro de 2013.

Roberto Flávio da Silveira e Souza foi desligado da corporação após a conclusão de um Inquérito Policial Militar que apurou a participação de agentes da corporação no episódio. O sargento, que é sócio de uma empresa que prestou serviços à casa noturna, é o primeiro bombeiro punido após a tragédia.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro. Conforme o comandante dos bombeiros de Santa Maria, tenente-coronel Marcelo Maya, a expulsão se deu por ficar comprovado que Souza desempenhava função incompatível com a de servidor público. Ele foi exonerado por falsidade ideológica e pelo exercício ilegal da profissão.

A Hidramix foi contratada para adequar o prédio da boate às exigências dos Bombeiros referentes ao Plano de Prevenção Contra Incêndios. Foi a empresa quem instalou as barras antipânico na Boate Kiss.

Após ser informado da expulsão, Souza encaminhou um ofício ao governador Tarso Genro solicitando que sua saída da corporação seja revertida em pena alternativa.

boate

INQUÉRITOS

Em julho, a Polícia Civil indiciou mais 18 pessoas em dois inquéritos remanescentes sobre o incêndio.

Foram investigadas fraudes cometidas pelos antigos proprietários da boate para obtenção de licenças municipais e irregularidades na prefeitura para liberação dos alvarás da Kiss.

Os dois inquéritos foram abertos depois do inquérito principal, apresentado em março de 2013. Na ocasião, a polícia indiciou 16 pessoas pela tragédia, sendo nove delas por homicídio com dolo eventual qualificado, quando a pessoa assume o risco de matar mesmo sem intenção.

No total, 28 pessoas foram apontadas como responsáveis pelo acidente, incluindo o então prefeito da cidade, Cezar Schirmer. Destas, o Ministério Público denunciou apenas oito pessoas, o que gerou uma série de protestos por parte dos familiares das vítimas.

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