Eu posso!

Falta força de vontade? Aprenda como manter seus objetivos sempre ao alcance dos olhos para, enfim, materializá-los

foto: Getty Images)

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Publicado por Disney Babble

Fumante por mais de 40 anos, Giovanni Giocondo sempre quis largar o cigarro. Tentou algumas vezes, sem sucesso. Faltava-lhe a obstinação necessária. Até que o pai de três filhos pequenos foi posto contra a parede. Um infarto o pegou de surpresa.

“Os médicos disseram que o cigarro foi o único responsável. Não tenho diabetes, colesterol alto, nada! O problema estava apenas naquele vício ordinário, que quase me levou”, desabafa.

Dali em diante, Giovanni, além de ex-fumante, tornou-se um quase militante da causa para amigos e familiares. “Eu sou a prova de que, com força de vontade, dá para abandonar, antes mesmo do susto”, brinca.

Mas o que permite a algumas pessoas alcançar seus objetivos e outras não? Quando é o tempo certo? Por onde começar?

Nem tudo tem resposta pronta, é claro. “Força de vontade pode ser compreendida como um termo de referência ao movimento que as pessoas têm de ir em direção àquilo que desejam”, resume o psicólogo Vinícius Fontes, especializado em comportamento e autor do livro “Retalhos do Pensamento”.

Segundo ele, é possível pensar em muitas possibilidades para a presença ou ausência de força de vontade nas pessoas, mas também é complicado apontar uma causa para tal comportamento. “É praticamente impossível isolarmos fatores, como se qualquer um deles fosse o real culpado pela falta de determinação de alguém”, salienta.

Verdade é que vários fatores podem até influenciar – veja bem: influenciar, não determinar – uma pessoa a ter mais força de vontade que sua colega, mas não se pode rotular. “Não dá pra dizer que toda criança com pais rígidos será alguém com pouca força de vontade para ir atrás do que deseja porque é reprimida. Isso não é uma ciência exata”, exemplifica.

Para ajudar quem não se sente motivada o suficiente para seguir em busca dos objetivos, Fontes preparou um passo a passo prático. A partir dele, aprenda como trilhar esse árduo – mas gratificante – caminho.

Identifique-se

Vinícius destaca os três tipos de comportamento mais comuns ao justificar a ausência de força de vontade em momentos da vida das pessoas:

  1. Quando não se tem a real percepção do que quer da vida. Vive-se mais externa que internamente. Apenas reage-se às demandas do mundo. É hora de voltar o olhar para si.
  2. Quando se tem plena convicção do que quer e onde deve chegar. No entanto, considera-se o caminho tão longo e difícil, que desiste logo no início – ou mesmo antes. Não atropele fases! Um degrau de cada vez.
  3. Quando se tem medo de alcançar suas metas, porque sente que não dará certo. Não ser tudo aquilo que imaginou, nessa linha de pensamento, romperá com fortes questões da própria história. Frustrar-se faz parte do crescimento. Aceite o aprendizado e siga em frente.

 

Após identificar em qual grupo você se mais se vê nesse momento, tome o prumo da sua vida. Reestabeleça seu objetivo e vá em direção a ele de forma gradual e constante.

Crie metas de curto, médio e longo prazo. São as formas mais efetivas de se alcançar o que deseja. Medidas extremas dificilmente perpetuam.

Responsabilize-se

Aceite que, onde não há lugar para a procrastinação, também não há para as famosas “desculpas e justificativas mil”. Objetivos são exclusivos, pessoais e intransferíveis.

Mesmo quando tratado em grupo, o comprometimento é individual. O mundo e os outros não são responsáveis por um eventual fracasso. Assuma a responsabilidade ao fazer escolhas, ao traçar suas metas.

Planeje-se

Nessa dura jornada, muitas dificuldades surgirão. É importante que cada um entenda o que irá encontrar e como lidar com isso. Mantenha-se atenta. Planeje-se.

Quando possível, tente antecipar os momentos mais difíceis pelos quais você pode passar. Tome por base o que já lhe aconteceu. Caso, de fato, eles ocorram, isso permitirá enfrentá-los com maior tranquilidade.

Seja flexível

Os objetivos de cada um mudam conforme o tempo passa, de acordo com o momento da vida. Isso deve ser encarado de forma natural. Troque o “se eu conseguir” por um “quando eu conseguir”.

Compreender que, ao longo da jornada, pode ser preciso retraçar formas e métodos algumas vezes, permitirá que seus objetivos sejam mantidos sempre alinhados com você mesma, em qualquer tempo.

Ao final, vai descobrir que o grande tesouro da jornada estava no próprio caminho. E que não o desperdiçou.

A razão

Agimos com muito mais rapidez e perseverança se queremos nos livrar de algo ruim, que gera dor e sofrimento, do que quando tentamos atingir algo que nos dá prazer. Buscar o que traz alegria deveria ser a inspiração de todas nós.

Mas, atenção: normalmente o caminho para isso será mais longo e dispenderá ainda mais força de vontade. É aí que surge a essencial de todas as dúvidas: você está preparada para ser feliz?

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