Arqueólogos descobrem o que pode ser um dos maiores palácios reais da Idade Média

publicado no O Globo

Os arqueólogos descobriram, no sul da Inglaterra, o que pode ser um dos maiores palácios reais da Idade Média já encontrado e, atualmente, enterrado no subsolo e protegido por uma grande fortaleza pré-histórica.

A construção do século XII foi encontrada através da utilização de tecnologia que mapeia geofisicamente o solo, como se fosse um raio X. O palácio teria ficado enterrado por mais de 700 anos.

Localizado entre defesas de terraplanagem datadas da Idade do Ferro, o palácio foi encontrado no condado de Wiltshire, fundado por Guilherme, o Conquistador, que tornou o local um dos mais importantesna vida política inglesa: foi o local em que a nobreza local jurou lealdade ao rei.

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O levantamento geofísico do local está sendo realizado por arqueólogos da Universidade de Southampton e está fornecendo oportunidades sem precedentes para o pesquisadores compreenderem plenamente o urbanismo da região.

Até o momento, a pesquisa revelou as bases de dezenas de casas comuns enterradas e um vasto complexo que provavelmente foi um palácio real. O palácio possui 65 metros de largura e 170 de comprimento, dispostos em torno de um grande pátio. O levantamento apontou que a construção tinha paredes de 3 metros de espessura e uma grande sala com 60 metros de comprimento, o que provavelmente era um salão. Torres e outros andares da construção também foram identificados.

— A localização, o design e o tamanho do complexo sugerem fortemente que era um palácio, provavelmente, um real. O principal candidato para a construção é, talvez, o rei Henrique I, em algum momento do início do século 12 — afirmou Dr. Edward Impey, especialista em edifícios medievais e diretor-geral do instituto Royal Armouries.

É a primeira vez que arqueólogos na Grã-Bretanha encontram um provável palácio medieval deste porte. Até então, os historiadores acreditavam que a única residência real no local era um estabelecimento muito menor no topo de um morro.

— Esta é uma descoberta de uma importância imensa. Revela a escala monumental de trabalhos na construção em curso no início do século 12 — afirmou o historiador David Bates, da Universidade de East Anglia.

Um dos facilitadores do trabalho dos pesquisadores é que a cidade ficou abandonada e acabou se transformando em um campo verde.

— Arqueólogos e historiadores sabem há séculos que havia uma cidade medieval na região mas até agora não houve nenhuma localização específica. Nossa pesquisa mostra onde estes edifícios estão localizados — afirmou Kristian Strutt, da Universidade de Southampton.

 

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