Arqueólogos descobrem conchas com gravuras mais antigas de que se tem registro

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publicado na Galileu

Pesquisadores descobriram que gravuras feitas pelos Homo erectus podem ser as mais antigas da história. Publicado na revista “Nature”, o trabalho mostra que há 500 mil anos a sociedade utilizava as marcações em conchas marinhas para “impressionar namoradas, rabiscar ou marcar como propriedade”, diz equipe.

A descoberta aconteceu em Java, na Indonésia – pelos mariscos usados na produção. Segundo a pesquisa publicada na Nature, as gravuras de formas geométricas fomentam ainda mais o debate sobre esse tema: “Até essa descoberta, estava assumido que gravuras comparadas só tinham sido feitas por Homo sapiens na África, 100 mil anos atrás”, conta Josephines Joordens.

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Os pesquisadores notaram que as ferramentas utilizadas para esculpir as conchas (algo muito difícil de gravar) provavelmente eram feitas de dentes de tubarões. Padrões em zigue-zague representam a “forte atenção ao detalhe” dessa sociedade. Joordens disse: “Nós estamos certos de que essas formas e desenhos eram realizados deliberadamente por pessoas que sabiam usar as ferramentas”.

Contudo, a equipe ainda tem cuidado ao afirmar que esse trabalho era “artístico”: “Se você não sabe a intenção da pessoa ao fazer, fica impossível chamar de arte. Mas em contraponto disso, são desenhos antigos que expressam sentimentos desconhecidos dessas pessoas”.

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