Mulher de 54 anos não consegue aceitar que Papai Noel não existe

Mãe torna-se potencialmente suicida antes do Natal todos os anos

Lynn até hoje não superou o desapontamento de saber que Papai Noel não existe (foto: Reprodução / "The Mirror")

Lynn até hoje não superou o desapontamento de saber que Papai Noel não existe (foto: Reprodução / “The Mirror”)

Publicado em O Globo

Uma mãe de 54 anos de idade considera suicídio e toma antidepressivos dois meses antes do Natal todos os anos, pois ainda é incapaz de aceitar que o Papai Noel não é real.

Segundo o “The Mirror”, a bizarra condição de Lynn Cassidy foi diagnosticada como “depressão sazonal” pelos melhores médicos, e é decorrente do choque que teve ao ficar sabendo aos 10 anos que Papai Noel era ficção.

Ela se consulta com um terapeuta a cada outono para externar sua tristeza irracional que a deixa à beira das lágrimas e em situação de desespero ao longo de todo mês de dezembro.

“Eu não tive a mais feliz das infâncias, mas neste único dia do ano minha família experimentava alguma harmonia”, conta Lynn. “Naquela época, eu não sabia que eram meus pais estavam por trás de tudo. A magia do Natal, para mim, era representada única e exclusivamente por um homem: Papai Noel”.

“Eu ficava tão feliz assim no dia de Natal porque era uma prova de que eu era amada e querida por alguém que não necessariamente precisava me amar. Papai Noel significava muito para mim. Saber que ele não existia arruinou todo o meu mundo. Eu sei que deveria superar isso, mas eu não consigo”.

Lynn declara que sem Papai Noel o Natal dela não faz sentido.

“Eu não tenho vergonha de dizer que tive que fazer terapia para lidar com meus problemas relativos a Papai Noel”.

COMO TUDO COMEÇOU

Lynn, de Wakefield, em West Yorkshire, na Inglaterra, realizou pela primeira vez que Noel não era real quando ganhou uma bicicleta de segunda mão de Natal.

“Eu sabia que só poderia ter sido a minha mãe ou meu pai que tinham comprado para mim a bicicleta, em vez do bom velhinho. Lembro-me sentir imensa tristeza quando olhei para eles e perguntei se Papai Noel era real”, lembra.

“Eles nem sequer precisaram me responder. O olhar deles me disse tudo. A partir dali, meu mundo desabou”, desabafa.

Lynn hoje descreve o Natal como “esmagadoramente sombrio” e se recusa a promover jantar festivo em 25 de dezembro.

MANTENDO A FARSA

Como se não bastasse, ela teve que manter a farsa para seu irmão mais novo, que ainda acreditava, o que, segundo ela, tornava as coisas ainda piores.

“No ano seguinte daquele em que descobri a verdade, eu tentei arruinar o Natal do meu irmão mais novo, mostrando a ele onde meus pais tinham escondido os presentes de todos.

Seus filhos hoje têm 30 e 25, e entendem as lutas internas da mãe.

Ela acrescentou: “Eu continuo tentando coisas diferentes a cada ano e este ano estamos indo para casa de um amigo no Natal. Estou esperando que isso funcione, mas, afinal, a quem estou tentando enganar?”

“Para mim, Papai Noel era uma figura mágica que me amou e que representava o amor e a bondade. Descobrir que ele não existe quebrou meu coração. Eu nunca vou superar isso”.

A galeria de fotos de Lyn pode ser vista aqui.

dica do Gerson Caceres Martins

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