‘Raio Gourmetizador’ aciona sinal de alerta para empreendedores

RAIO

Publicado no Estadão

A febre gourmet tomou de assalto a gastronomia brasileira, sobretudo a paulista. Na esteira dessa novidade, muitos empreendedores trataram de tirar suas receitas do armário e começaram negócios que tinham como principal apelo a comidinha diferente. Deu certo. Até agora.

As redes sociais começam a demonstrar uma grande aversão ao termo gourmet. A principal prova disso é o viral ‘Raio Gourmetizador’. Você já deve ter visto a imagem em que uma hipotética tapioca, que custa R$ 1, passa a custar R$ 26,50 após a incidência do tal raio, que a transforma em uma ‘Tapioquinha rústica com renda de creme burleé’.

E se as redes sociais começam a rejeitar o termo, é porque o consumidor – o mesmo que posta nesses sites – também cansou da proposta de negócio.

Um problemão para o empreendedor que apostou na tendência. A pergunta que mais deve estar atormentando o pequeno empresário agora é a seguinte: se tudo se transformou em gourmet, o que é exatamente gourmet?

Dúvida que tudo se transformou em gourmet? Então vai uma lista Batata fritaCafé, Carne, Pipoca
Churros.

Mas há uma salvação. E ela pode estar no caso de Juliana Motter, a proprietária da loja de brigadeiros (gourmet) Maria Brigadeiro. O doce foi o primeiro a empregar esse termo como apelo de venda. De uma hora para a outra, surgiram diversas lojas especializadas em fazer o docinho tradicional de uma maneira diferente.

A Maria Brigadeiro estava entre essas marcas. Atualmente, com boa chance de acertar, podemos dizer que algumas empresas prosperaram, pelo menos uma delas foi vendida para um grupo maior, e muitas fracassaram.

E Juliana manteve relevante sua empresa até hoje. Sabe por que? Por causa da originalidade da marca, da proposta. Do ineditismo. Ela foi uma das primeiras a apostar no doce. Mas havia na origem do negócio algo mais do que o termo gourmet. Era uma releitura do doce, produzido com ingredientes de qualidade e com receitas diferentes e originais.

Essa será a diferença entre os negócios – gourmet ou não – que devem sobreviver à onda do Raio Gourmetizador.

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