Dez coisas para NÃO se fazer antes de morrer

publicado na Veja

Listas com especialistas dizendo quais são as principais “coisas para se fazer antes de morrer” surgem com frequência e motivam pessoas a visitar muitos lugares. Muitas vezes, no entanto, a realidade não corresponde à expectativa e a experiência que deveria ser inesquecível não deixa lembranças tão marcantes. O jornal britânico The Guardian reuniu a opinião — bastante subjetiva, diga-se — de algumas pessoas para saber quais foram as experiências mais frustrantes que tiveram com uma sugestão que constava da lista de ‘coisas a fazer’. Confira quais foram as respostas e os comentários dos britânicos e dê também sua opinião: qual item poderia ser riscado da lista?

Visitar a Torre de Pisa

“Por que viajar para ver um erro arquitetônico? Ela não se move mais e decepciona por ser extremamente pequena. Isso sem contar todos os turistas que tentam tirar aquelas fotos hilárias ‘segurando a torre com as próprias mãos'”, disse uma das pessoas consultadas pelo Guardian.

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Safáris

Outra pessoa que contribuiu para a lista elaborada pelo jornal britânico destacou os elefantes nos safáris. “Todo mundo gosta de elefantes: eles são grandes, possuem uma excelente memória e alguns podem até voar. E mesmo com todo aquele tamanho, eles têm medo de ratos! Na teoria, safáris também deveriam ser excelentes, mas o que você realmente encontra é uma forma extremamente cara de ficar sentado e olhando para o mato por horas. Se você tiver sorte, é capaz de ver um elefante muito distante. Na verdade, pode ser apenas uma pedra que você acreditará ser um elefante”.

Visitar o Vaticano

“Você terá sorte se conseguir ficar mais de três minutos em frente a uma obra de arte antes de ser arrastado pelas massas”, reclamou outro britânico. “Ficar com os ombros colados junto a outros turistas na Capela Sistina é outra parte do sufoco, uma vez que você terá sua visão do teto constantemente bloqueada por iPads (embora não seja permitido tirar fotos) e guardas pedindo para todos fazerem silêncio (embora exista uma regra para não falar no local)”.

Praticar esportes na neve

“Eu tinha 26 anos quando vi neve pela primeira vez e descobri o quanto ela era desapontadora. É congelante e escorregadia. Além disso, é incrivelmente caro fazer qualquer coisa que seja divertido para um adulto”, observou um leitor.

Escalar o Everest

“Subir a mais de 8.000 metros é muito, muito difícil. É como nadar no cimento fresco”, descreveu um leitor. “Além disso, toda a energia que você gasta te proporciona náuseas constantes, então você dificilmente conseguirá tomar uma xícara de chá ou um prato de sopa. A vida não existe naquela altura. Claro que as paisagens são de tirar o fôlego. Mas você mal pode respirar, então você não se importa. Tire muitas fotos, não há muito mais o que fazer quando você para ofegante em todos os postos de controle. E, talvez daqui seis meses, você consiga olhar para elas sem se sentir nauseado”.

Ir a Las Vegas

“A não ser que você seja um figurão com um helicóptero e o ator Bradley Cooper na sua comitiva, é melhor dispensar Las Vegas”, resumiu outra pessoa consultada pelo diário. “O que os filmes não ensinam é que a cidade não é glamorosa. Ela é, na verdade, um tanto quanto triste, principalmente durante o dia. A “arquitetura” parece a de um estúdio de cinema barato, o humor é deprimente e, para onde você olhar, haverá pessoas enfiando dinheiro nos caça-níqueis ou se entupindo de comida naqueles restaurantes ‘coma o quanto puder’.”

Festival Burning Man

“O festival Burning Man é vendido como um evento espontâneo e de radical autoafirmação. Mas, na verdade, ele não passa de um culto da classe média”, reclamou um leitor.

Surfar

Uma pessoa tratou logo de acabar com qualquer expectativa: “Fato: você não ficará de pé da primeira vez. Nem da segunda. Nem da terceira”. E acrescentou: “Você também terá de aguentar os gritos de um bando de machões que se acham os donos da praia e não podem dividi-la com novatos. Quando você finalmente conseguir pegar umas ondas, será maravilhoso. Mas não valerá os caldos na água congelante e a infinidade de hematomas nas pernas”.

Fazer um cruzeiro

Uma pessoa que não tem uma boa imagem de cruzeiros definiu a experiência da seguinte forma: “Viajar e ser vigiado como um animal é ruim o bastante. A ideia de ficar preso num barco, cercado por centenas de quilômetros de água do oceano sem ter para onde ir, leva a situação para outro nível”.

Ir a Paris

“Paris oferece algumas paisagens incríveis, mas as pessoas são depressivas”, disse um leitor do ‘Guardian’.

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