Pesquisa diz que 42% dos franceses são contrários às charges de Maomé

Para eles, deve-se evitar publicação se muçulmanos se sentem ofendidos.
Já 57% declararam ser a favor da total liberdade de expressão.

chargemaome

Publicado no G1

Mais de quatro franceses em cada dez (42%) acham que a publicação de charges do profeta Maomé deve ser evitada, segundo uma pesquisa publicada neste domingo (18).

Neste pesquisa do instituto IFOP publicada pela revista “Journal du Dimanche”, diante da informação de que “alguns muçulmanos se sentem feridos ou agredidos pela publicação de caricaturas do profeta Maomé”, 57% responderam que “não se deve levar em conta estas reações e continuar publicando este tipo de charges”.

Outros 42% que pensam que “é preciso levar em conta estas reações e evitar publicar este tipo de charges”. Além disso, 1% dos consultados manifestaram não ter opinião a respeito.

Dentre os pesquisados, 50% das pessoas declararam ser favoráveis a uma limitação da liberdade de expressão na internet e nas redes sociais contra 49% que não estão de acordo com isso – 1% se declarou sem opinião.

Além disso, 81% dos interrogados são favoráveis a retirar “a nacionalidade francesa das pessoas com dupla nacionalidade condenadas por atos de terrorismo em solo francês” e 68% defendem “a proibição de retornar à França para os cidadãos franceses suspeitos de ter ido lutar em países ou regiões controlados por grupos terroristas”.

Segundo a pesquisa, 68% das pessoas são favoráveis à “proibição de sair do território para os cidadãos franceses suspeitos de querer viajar a estes países ou regiões controlados por grupos terroristas”.

Já 57% não estão de acordo com “outras intervenções militares francesas na Síria, Iêmen ou Líbia, e 63% não querem “uma intensificação das operações militares francesas no Iraque”.

Esta pesquisa foi realizada por telefone nos dias 16 e 17 de janeiro sobre uma amostra de 1.003 pessoas, representativa da população francesa adulta.

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