Inflação em 2015: 6 itens que ficarão mais caros neste ano

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Publicado no Brasil Post

Reajustes, volta de impostos, aumento de taxas de juros… Janeiro deu um banho de água fria para quem pretendia poupar em 2015. Como economistas já previam, este ano será de contenção de gastos e aumento da arrecadação.

Nesta semana, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou medidas de aumento de tributos para reforçar a arrecadação do governo. Segundo Levy, o objetivo é obter R$ 20,6 bilhões em receitas extras apenas neste ano.

Além do anúncio de novas medidas, a volta do IPI, o aumento da taxa de financiamento imobiliário e o preço dos alimentos devem assustar o consumidor.

Para piorar a situação, a Selic, taxa básica de juros, deve ter nova alta nesta quarta-feira (21). A previsão é que o Copom (Comitê de Política Monetária), aumente a taxa de 11,75% para 12,25% ao ano.

Confira abaixo seis itens que ficarão mais caros em 2015:

Casa própria

A partir de janeiro deste ano, os juros dos financiamentos imobiliários concedidos pela Caixa Econômica Federal ficaram mais caros.

No SFH (Sistema Financeiro da Habitação), apenas a taxa para quem não é correntista da Caixa não mudou, sendo mantida em 9,15% ao ano. Para os correntistas do banco, os juros subiram de 8,75% para 9% ao ano.

Os mutuários com conta na Caixa e que recebem salários pelo banco passam a pagar 8,7% ao ano de juros, em vez de 8,25% a. a.

Para os servidores públicos, a taxa aumenta de 8,6% para 8,7% ao ano para os correntistas. Já para os servidores com conta na Caixa e que recebem salário pelo banco, os juros passam de 8% para 8,5% ao ano.

No SFI, a taxa para quem não tem vínculo com a Caixa subiu de 9,2% ao ano para 11% ao ano.

A justificativa é o aumento da Selic, taxa básica de juros, que subiu nos últimos meses e está em 11,75% ao ano.

Carro zero

O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) voltou a ser cobrado integralmente a partir do primeiro dia do ano.

A volta da alíquota cheia do IPI deverá fazer o preço dos carros subir, em média, 4,5%, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Conta de luz

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Em meio à crise hidrelétrica, a conta de luz não passou despercebida entre as medidas do governo para diminuir o consumo de energia da população.

O reajuste da tarifa de energia deste ano já foi anunciada pelo governo e, segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o aumento não deve ultrapassar os 40%.

Impostos sobre cosméticos e produtos importados

Como medidas para aumentar arrecadação federal, o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou o aumento do IPI sobre os atacadistas de cosméticos, alta do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) sobre produtos importados e a volta da Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico).

Alimentos

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, acumula uma alta de 69,73% nos últimos dez anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No mesmo período, no entanto, a inflação dos alimentos chega a quase 100%, com um IPCA de 99,73%.

A seca provocada pelo menor índice de chuvas foi o motivo da alta nos preços. Com o clima mais seco, a produtividade das lavouras cai e, consequentemente, há menor oferta de alimentos, segundo estudo do IBGE divulgado pelo portal UOL.

IOF

Outra ação de Levy para arrumar a economia brasileira foi aumentar o Imposto sobre IOF (Operações Financeiras (I) no crédito para pessoas físicas.

A alíquota dobrará de 1,5% para 3% ao ano, o que significa que o tomador de crédito, que pagava 1,88% ao ano, passará a pagar 3,38%.

O aumento deve render R$ 7,4 bilhões aos cofres públicos, segundo a Receita Federal.

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