Estuprar ou não estuprar? Um terço dos estudantes violentaria se não houvesse consequências

Como nós nos vestimos não significa “sim”

Como nós nos vestimos não significa “sim”

Victoria Amorim, no Virgula

Um estudo feito comandado pela professora Sarah Edwards que aborda violência e gênero mostra que cerca de um terço dos estudantes do sexo masculino forçaria uma mulher a ter relações sexuais, se ninguém ficasse sabendo e isso não fosse trazer nenhuma consequência. E a maior hipocrisia de todas vem quando muitos delas afirmaram que não rotulariam essa atitude como estupro (migos, vamos entender uma coisinha: se não houve consentimento, é estupro, sim!).

Além disso, a pesquisa também quis ver o nível de hostilidade que os participantes tinham em relação às mulheres e ver se isso influenciaria o resultado no “estuprar ou não estuprar”. Para isso, afirmações como “Eu sinto que muitas mulheres flertam com homens só para provocá-los e prejudicá-los” e “Fico irritado facilmente por mulheres” foram feitas para que eles falassem como se sentiam em relação a elas. Outras perguntas ainda mediam a tal da hipermasculinidade (também conhecida por omice nos meios feministas), com perguntas que associava a violência e o perigo como algo excitante ou másculo.

O resultado mostra que não existe uma abordagem específica para a prevenção da agressão sexual, sendo que eles ainda são menos efetivos aos que mostraram hostilidade às mulheres (a.k.a. misoginia). Eles chegam a afirmar que é muito importante acabar com a ideia de um estuprador estereotipado, pois isso faz com que a prevenção do estupro seja ainda menos eficaz.

E depois desse estudo ainda tem gente falando que “misoginia não existe” e que o feminismo não é mais importante porque “as mulheres já conseguiram todos os seus direitos e agora são iguais aos homens”.

A sociedade ensina a não ser estuprada ao invés de não estuprar

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