Brasileiros preferem realização pessoal a altos salários

Segundo pesquisa da Catho, a qualidade de vida também é um dos itens mais valorizados pelos funcionários das empresas

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Diana Dantas, no Brasil Econômico

Conseguir trabalhar com o que se gosta não é uma tarefa tão fácil quanto parece. Tanto é que 81,1% dos brasileiros, de uma amostra de 1.435 pessoas, responderam que preferem receber um salário mais baixo para conquistar uma realização profissional. Esse é o resultado de uma pesquisa da Catho, consultoria de RH, que mostra o que os brasileiros definem como “emprego dos sonhos”.

A Catho costuma fazer várias pesquisas sobre mercado de trabalho. Para analisar de forma específica quais características são mais valorizadas na vida profissional, entretanto, foi a primeira vez. “Ficamos surpresos com o grande número de indivíduos valorizando a realização pessoal e profissional, mesmo que isso represente remuneração menor”, conta Luis Testa, diretor-responsável de Estratégia da consultoria.

A “qualidade de vida” é outro aspecto fundamental na hora de determinar o emprego ideal, segundo 43,4% dos respondentes. Em seguida aparece “horário flexível” como característica importante, com 13,2%. “Se somarmos esses dois grupos, veremos que quase 60% dos brasileiros querem mais tempo para si mesmo e para as suas famílias.”

A pesquisa foi realizada com pessoas de diversas faixas etárias, no Brasil inteiro, mas os jovens da geração Y (nascidos nos anos 80 e no início dos 90) e da geração Millenium (nascidos e criados neste início do milênio) são, em parte, responsáveis por essa perspectiva. “Percebemos que essas gerações preferem trabalhar em empresas que admirem, cuja missão tenha valores com os quais se identifiquem. Às vezes, o tipo de trabalho que paga mais não tem sinergia com o que querem para a sua vida.”

Segundo Testa, para acompanhar esse desejo dos trabalhadores, algumas empresas já começam a desenvolver tentativas de melhorar a qualidade de vida de seus colaboradores. “Horário flexível ainda é uma questão mais difícil, mas as companhias estão oferecendo mais atividades que mobilizem a saúde ou que envolvam a família dentro da empresa. Isso cria um ambiente propício. A ideia é aumentar a retenção e a satisfação de seus funcionários.”

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