Amor se apagou instantaneamente, diz mulher que filmou noivo agredindo cães

Nina Mandin, 26, com as cadelas Victória e Gucci, em sua casa, no Rio de Janeiro (foto: Ricardo Borges/Folhapress)

Nina Mandin, 26, com as cadelas Victória e Gucci, em sua casa, no Rio de Janeiro (foto: Ricardo Borges/Folhapress)

Diana Brito, na Folha de S.Paulo

A produtora Nina Mandin, 26, diz que o amor que sentia pelo noivo se apagou instantaneamente depois que ela o flagrou, com uma câmera escondida, agredindo suas duas cadelas da raça buldogue francês, no dia 30, em sua própria casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

As cenas causaram revolta de usuários de redes sociais. Desde o último fim de semana, o vídeo que mostra Rafael Hermida Fonseca, 34, agredindo as cadelas Victória, de nove meses, e Gucci, de quatro anos, tiveram quase 300 mil acessos no Facebook.

Nas imagens, ele dá cabeçadas em Victória e arremessa Gucci contra o chão.

Nina conta que o noivo sempre foi muito carinhoso com ela, a família e as cadelas. Ela passou a desconfiar dele depois que os animais começaram a apresentar ferimentos e a temer sua aproximação.

“Elas tinham muito medo dele. Logo depois apareceram os machucados e o veterinário não sabia explicar de onde vinham. Foi aí que decidi instalar uma câmera na sala.”

De casamento marcado para junho, ela diz que a dor das agressões é maior do que a perda do noivado. “Nem estou pensando no casamento. Minha dor é ver o que elas passaram.”

Advogado e sócio de um bar na Barra, Fonseca morava com Nina e a mãe dela havia quatro meses. Os dois se conheceram há um ano e meio.

“Fica um alerta porque a gente acha que conhece as pessoas, mas não conhece”, diz. “Mas, agora, quero Justiça perante a lei.”

O caso foi registrado na polícia, que intimou Fonseca a depor nesta terça. Ele é suspeito de maus-tratos aos animais.

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB-RJ, Reynaldo Velloso, afirmou que pretende propor que o Ministério Público do Rio entre com uma ação por dano moral coletivo contra o empresário.

“Temos de acabar com esses maus-tratos. Por isso, temos de entrar com ação contra o agressor, porque a sociedade é o sujeito passivo desses crimes e as redes sociais provam isso.”

OUTRO LADO

A Folha tentou localizar o empresário ou o advogado dele, mas eles não foram encontrados.

Em sua página no Facebook, o Buddy’s Bar, do qual Fonseca é sócio, repudiou as agressões e informou que os demais donos tomarão medidas legais para sua retirada da sociedade.

Mesmo após a nota, o bar foi ameaçado de depredação por internautas.

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