Você se acha mais inteligente do que é de fato – e a culpa é da internet

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Publicado na Revista Galileu

Desde que começamos a acessar a internet em busca de informação, temos uma tendência a achar que somos mais inteligentes – quando, na verdade, a única coisa que aumentou foram os meios de acesso ao conhecimento. Pelo menos é isso o que diz um novo estudo, publicado no Journal of Experimental Psychology.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores fizeram nove experimentos. Nos dois primeiros, metade dos participantes deviam usar a internet para responder perguntas básicas (como um zíper funciona, por exemplo). A outra metade não tinha acesso à internet e devia indicar apenas o quanto se sentia capaz de responder às perguntas.

Depois os participantes deveriam responder perguntas de seis campos completamente não relacionados com as questões da primeira fase (do tipo ‘como tornados se formam’) e indicar se saberiam ou não responder a pergunta de forma completa. Aqueles que tiveram acesso à internet na primeira fase superestimavam sua capacidade de responder às perguntas se comparados com o pessoal que não acessou a web.

Em outro experimento, os pesquisadores disseram à metade dos participantes para pesquisar a resposta a uma pergunta (por que uma bola de golfe tem pequenas cavidades?) em uma URL específica. O segundo grupo teve uma aula sobre as cavidades da bola de golfe e depois respondeu à pergunta. Enquanto as respostas não variavam entre os dois grupos, o nível de confiança indicado pelo pessoal que usou a internet era bem maior.

Ainda em outra parte da experiência, participantes que tinham acesso a internet acharam que a atividade em seus cérebros era maior. Os pesquisadores mostraram a eles uma série de imagens de ressonância magnética e eles deveriam indicar qual representava seu cérebro. Entre os dois grupos, os ‘internautas’ indicaram as imagens com mais áreas ativas.

Outro experimento da série teve um resultado diferente, no entanto. Quando os dois grupos foram instruídos a responder uma série de perguntas autobiográficas (como ‘por que você se sente próximo ao seu melhor amigo) os níveis de confiança se mantiveram equilibrados. Como não havia muita informação disponível sobre suas próprias relações pessoais, o grupo ‘online’ não era tão confiante.

A explicação pra isso é que a internet nos dá um senso falso de sabedoria – afinal, temos informações na ponta dos dedos. Mas o conhecimento não deve ser confundido com inteligência – essa inclui suas experiências pessoais, que, até certo ponto, não estão disponíveis online.

Via Fusion

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