É possível morrer de susto?

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publicado no IdeaFixa

Visitantes de casas mal assombradas e carrinhos de montanha russa têm o costume de dizer que quase “morreram de susto” em suas experiências. Mas afinal, será que isso é possível?
Definitivamente sim. Apesar de muito raro de acontecer, de acordo com ASAP Science, quando uma pessoa se assusta com alguma coisa o impacto emocional libera doses de adrenalina no corpo fazendo com que o coração bata mais rápido, enviando mais sangue para os músculos. O resultado é que a pessoa acaba ficando temporariamente presa em uma versão mais forte de si mesmo, e se o coração aguenta ou não depende de quão saudável ele está.

Para o homem primitivo isso era uma ótima vantagem para manter a força em um combate ou fugir de um jaguar agressivo. O problema é que no mundo moderno, a vantagem de luta ou fuga de uma pessoa é de resposta muito limitada causando grande problema na aceleração de um sistema nervoso sem o costume de receber tal descarga.

A adrenalina em doses muito grandes é tóxica para o organismo. De acordo com Samuels, da Scientific American, a adrenalina atinge os receptores nas células do músculo cardíaco causando uma tempestade de adrenalina que as vezes não permite que os músculos do corpo voltem a relaxar. Quando o sistema que regula o ritmo do coração fica sobrecarregado, o órgão pode entrar em ritmos não compatíveis com a vida e daí você vira presunto.

O medo não é a única emoção que pode matar alguém. Uma dose extrema de felicidade pode ter o mesmo efeito. Samuels dá o exemplo de um jogador de golfe que em toda sua vida tentou acertar a bola em certa dimensão do campo, e quando conseguiu, de tanta felicidade, acabou não suportando as doses de emoção e morreu.

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