Série fotográfica denuncia o racismo dentro de uma das maiores universidades do Brasil

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Publicado no Hypeness

Você já ouviu falar por aí que racismo não existe? Que hoje em dia negros e brancos têm as mesmas chances? Que cor da pele não significa nada? A estudante de antropologia da UnB Lorena Monique deu início a um projeto bastante provocador e intenso em que prova que o racismo não só ainda existe, como está presente inclusive no ambiente acadêmico de uma das maiores universidades brasileiras.

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O projeto, intitulado “#ahbrancodaumtempo“, traz fotografias de estudantes negros da UnB que escreveram em um pequeno quadro algumas das frases preconceituosas que já ouviram. Enraizado na sociedade, o racismo muitas vezes é visto como “brincadeira“, mas a verdade é que se trata de uma agressão, na maioria das vezes bastante violenta. Entre as frases, enxergar a mulher negra como um simples objeto exótico e fazer observações referentes à política de cotas são as mais recorrentes.

“Diariamente estudantes negr@s nas universidades brasileiras sofrem discriminações veladas que @s estereotipam. Apesar de que na visão de quem pratica a ação seja “só uma brincadeira”, “uma observação”, “uma tentativa de ajudar”; Para quem sofre cotidianamente é como repisar uma ferida ainda não cicatrizada. Espero que as falas expressadas nas imagens sensibilizem, causem reflexão e deem início à um diálogo no sentido de nos tornarmos pessoas melhores“, afirma Lorena, que se inspirou no projeto fotográfico “I, too, am Harvard“, que busca dar voz à comunidade negra presente na universidade norte-americana de Harvard.

Todas as fotos © #ahbrancodaumtempo

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Comentários

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9 Comentários

  1. Ronaldo disse:

    Elite golpista e racista.
    Sinto asco!

    • marcio disse:

      puro vitimismo teu!ate aqui tem gente que acha que é a elite! por favor! deixa de ser trouxa do lula!!!! só falta o lula dizer que existe papai noel que tu acredita e ainda briga!!!

  2. Fulano disse:

    Dois comentários, que acho pertinente.

    Em primeiro lugar, quanto as cotas, exceto para aquelas pessoas de baixa renda, que não podem pagar por estudos de qualidade (que deveria ser de graça), não vejo sentido para que subsistam! Um “negro”, e um “branco” possuem a mesma capacidade de raciocínio, são exatamente iguais. Não é a cor que torna alguém mais ou menos capaz, e sim as circunstâncias em que este está inserido.

    Ademais, quanto ao comentário sobre ter que cortar o cabelo pra ser advogado, acho absurdo, mas este comentário não se limita aos negros. Vivemos em uma sociedade hipócrita e superficial, que exige que você, qualquer que seja sua cor, esteja com o corte de cabelo considerado padrão, para exercer determinada atividade.

    • Beltrano disse:

      Olá Fulano,
      Não sei se você sabia, mas para poder usufruir das cotas nas universidades é necessario que além de negro ou índio o candidato tenha uma determinada renda.
      Logo, o candidato negro que tiver boas condições financeiras disputa com os candidatos brancos pelas mesmas vagas, sem cotas (pois a função das mesmas é ajudar aqueles que não têm condições a chegar à universidade).

  3. Suênia Porto disse:

    Eu, como negra que sou, já ouvi pelo menos uns 4 ou 5 comentários desses ilustrados nas fotos. Como eu disse a um amigo dia desses conversando sobre racismo, ”Se vc não é negro colega, não venha me falar que o racismo não existe.” Sempre fui a única negra nas turmas de colégios que frequentei, na faculdade eu era a únicas da quatro turmas de Direito do período da manhã. Já me perguntaram se eu era a empregada doméstica da minha casa, já perguntaram se eu sou filha adotada já que sou filha de uma mulher branca com um homem negro, já fui tratada com menosprezo em loja de roupas quando eu estava com a minha mãe (eu sem perceber nada e minha mãe, como todo mãe, muito atenta ao que estava acontecendo com ”a cria” dela)…Enfim, não suporto esta hipocrisia. Infelizmente não cabe aqui expor todas as situações que já passei e de forma alguma adoto papel de vítima, ou de coitadinha. Tenho MUITO orgulho de quem eu sou, do meu cabelo crespo, da cor da minhã pele. Não sou ”moreninha” como muitos adoram dizer. Sou NEGRA. Mas eu, tive acesso a educação, a bons colégios graças a minha mãe que fez de tudo para me proporcionar isso, então não posso me equiparar a um jovem pobre de comunidade carente cuja mãe é faxineira e o pai auxiliar de pedreiro e que não teve as mesmas oportunidades que eu.

    Quanto a quem falou sobre as cotas, é muito bom dizer que vc eh contra quando vc eh branco, classe média, classe média alta ou rico, quando sempre estudou em escolas particulares, teve acesso a boa educação e a tudo mais que o dinheiro pode comprar e proporcionar de bom no que tange a educação.

    Que tal sair da zona de conforto e perceber quantos negros vcs conhecem que são doutores, empresários bem sucedidos? médicos, engenheiros, advogados? Agora se perguntem quantos vcs conhecem que são pedreiros, garçons, auxiliares de limpeza, lixeiros, manobristas? Acham que isso eh coincidência? Se sim, sugiro que peguem um livro de história…

    • disse:

      Eu só acho cotas raciais uma maneira errada de tentar fazer a coisa certa. Tire o nome cotas raciais, substitua por sociais. Infelizmente sabemos que a maioria das famílias desfavorecidas socialmente são negras ou de descendência, assim pela lógica a maioria contemplado por essas cotas. Pelo menos nessa cota não diferenciam ninguém pela cor da pele, e seria uma forma de inserir negros, brancos ou qualquer etnia que realmente não teve condições de um ensino de qualidade.
      Não adianta só as cotas para entrar, necessita tb de auxilio ao estudante durante o curso. Visto que no meu curso por exemplo Eng Civil em uma instituição publica o custo do material apenas do 1º ano gira em torno de 500 reais. Como um estudante pobre vai comprar isso, se alimentar, pagar transporte se o curso é integral?
      Cotas tb tem outro problema, é expressivo a diferença de nota de quem entra com cotas raciais e quem entra sem cotas.Essa diferença de notas acredito tem vários fatores sociais, mas isso não é levado em conta durante o curso. Consequentemente aquele aluno que ingressou por cotas não consegue acompanhar o nível da turma e não consegue desenvolver aquilo que esperado dele. Ai que entra as desistências que acontecem muito pelo menso onde estudo.
      Eu tento voltar a enxergar o mundo com quando era criança, onde não existiam negros, brancos, oriental mestiços,moreno, mulato e essas muitas variações. Pra mim eram só pessoas. Mas o mundo em que vivemos insiste em nos diferenciar, por isso sou contras cotas raciais, que apesar da boa intenção, contribuem para nos distinguir pela simples cor da pele.
      Cotas para escolas publicas SIM, cotas sociais SIM e alem disso auxilio e supervisão dos alunos que necessitaram das cotas sociais para manter o aluno no ensino superior.

  4. haroldo disse:

    Nos a maioria dos brasileiros, talvez com excessao dos estados do Sul (nem todos os habitantes) somente os arianos , somos mesticos , conseqüentemente e uma discriminação racial em universidades deveria ser de cotas dos alunos com baixa renda familiar e que cursaram em escolas públicas o resto e um completo desconhecimento sociológico racial. Haroldo

  5. haroldo disse:

    Retornando ao tema racismo, no Brasil, 95.5 dos brasileiros São mesticos ,hipocrisia ignorar o óbvio, essa conversa de cotas não “cola” inventem outro obstáculo, infelizmente fomos colonizados por raça inferior,que pena!!!Sociedade Vril .

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