Em turnê na Europa, Ed Motta não quer brasileiros ‘simplórios’ falando português

ed motta

Publicado na Folha de S. Paulo

O cantor Ed Motta usou seu perfil no Facebook para anunciar datas de suas apresentações na Europa em abril, maio e julho. Ele aproveitou para avisar que não quer ninguém falando português durante os shows.

“Não tem músicas em português no repertório, eu não falo em português no show. Preciso me comunicar de forma que todos compreendam. O inglês é a língua universal, então, pelo amor de Deus, não venha com um grupo de brasucas berrando ‘Manuel’ porque não tem, e muito menos ‘fala português, Ed'”, disse.

“O mundo inteiro fala inglês. Não é possível que o imigrante brasileiro não saiba um básico de inglês.”

No texto, o cantor, que já causou polêmica ao chamar brasileiros de “povo feio”, disse que geralmente há dois tipos de conterrâneos em seus shows: seu público de verdade que mora na Europa, brasileiros “mais cultos, informados”, e “uma turma mais simplória”.

“Público de sertanejo, axé, pagode, que vem beber cerveja barata com camiseta apertada, tipo jogador de futebol, com aquele relógio branco, e começa a gritar nome de time.”

Motta pediu que essa parcela do público “não gaste seu dinheiro, e nem a paciência alheia atrapalhando um trabalho que é realizado com seriedade cirúrgica”. “Esse não é um show para matar a saudade do Brasil, esse é um show internacional.”

A turnê do cantor pelo continente europeu terá 17 shows em 10 países, entre eles França, Alemanha, Itália e Reino Unido.

Quem quiser presenciar a “treta”, o cantor continua respondendo comentários na sua postagem:

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3 Comentários

  1. Se depender de mim vai morrer de fome, se eu estivesse na Europa a última que faria seria ir no show do Ed Mota… Aliás se ele viesse aqui na minha cidade e me desse o ingresso gratíse pagasse R$ 10,00 para eu ir, iria pensar ainda…

  2. Nem vale a pena comentar o que um idiota desses diz. É por causa de pessoas que pensam como esse sujeito que o Brasil continua onde está até hoje. O brasileiro vai para os Estados Unidos dar uma palestra e é obrigado a falar inglês, mas o americano vem para o Brasil e temos que contratar um intérprete para ouvir suas palestras. Que os brasileiro parem de se sujeitar a isso. Americanos vem para cá dar palestra? Que aprendam a falar o português, senão não iremos ouvi-los.

  3. Sergio Luiz disse:

    Já não vem de longe e estes tipos de comentário deste senhor que venho acompanhando por algum tempo. Ele morava em Acari, eu acho, no Rio de Janeiro, um bairro do subúrbio bem distante de bairros nobres desta cidade, inclusive uma das suas primeiras bandas se chamava Expresso Acari. Ele esqueceu e quer esquecer de suas origens mesmo! Um jornalista que trabalha no Saara (região de comércio popular no centro do Rio), convidou-o para fazer uma apresentação neste local o que ele recusou dizendo mais ou menos isso: “que não cantava para pobre”, e o jornalista o tem hoje em dia como pessoa não grata, riscou-o de pessoas indesejáveis por causa do modo como fala a respeito de certo tipo de público com uma dose pesada de rancor e preconceito. Uma outra é quando foi para um estado do sul fazer um show e disse que lá só tinha pessoas bonitas o que deu a entender que só tinha que ter pessoas que este perfil nos lugares onde vai. Ele é um artista de peso literalmente, mas será que ele se enxerga?! Ele tem todo meu repúdio e desconsideração porque tais tipos de declaração só depõem contra a pessoa que ele é… baixo nível pior que uma pessoa racista por ser uma pessoa pública.

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