Missionária escolhe ficar no Nepal para ajudar vítimas do terremoto

Moradora de Piracicaba está no país desde fevereiro em ação humanitária.
Ela obteve a permissão parar retornar, mas quer ‘somar forças’ a voluntários.

Missionária de Piracicaba decide ficar no Nepal (foto: Reprodução/Facebook)

Missionária de Piracicaba decide ficar no Nepal (foto: Reprodução/Facebook)

Alessandro Meireles, no G1

A missionária Loani Rossi, de 32 anos, está entre os brasileiros que permanecem no Nepal após o país ser devastado pelo terremoto que matou mais de 5 mil pessoas. Enquanto muitos dos 183 compatriotas identificados pelo Itamaraty querem retornar, a moradora de Piracicaba (SP) disse a uma amiga, nesta terça-feira (28), que vai ficar para ajudar as vítimas.

Ela está em Katmandu desde fevereiro como missionária de um projeto que resgata crianças do comércio sexual. “Foi liberada para voltar ao Brasil, mas quer somar forças. Pelo que conheço dela, só sai de lá após a reconstrução da área”, citou a representante da Igreja Batista Nova Vida, Kátia Godoy.

Loani é uma das integrantes da igreja no projeto “Meninas dos olhos de Deus”, que combate o tráfico humano com apoio de outras organizações não governamentais, como a World Mobilization. Entre as principais tarefas dela, estão cuidar das crianças, comprar remédios e preparar as refeições.

O grupo reúne cerca de 32 brasileiros em Katmandu, segundo Kátia, que mora em Piracicaba e é uma das responsáveis pelas missões.

“A organização possui 4 casas, que abrigam, ao todo, 151 crianças. Mas como as construções foram quase todas destruídas, a equipe e as crianças estão acampadas no pátio de uma escola”, afirmou Kátia, que falou com Loani por meio de uma rede social na manhã desta terça.

“Ela está bem e ninguém ficou ferido. Mas a situação é muito crítica. O chão parou de tremer. Mas agora o desafio é acudir as vítimas e, depois, reconstruir o país. Ela já havia ficado 9 meses no Nepal em outra passagem. Foi logo após ter concluído o seminário de 2 anos para trabalhar em causas humanitárias. Voltou de lá dizendo que era isso que queria fazer na vida. E foi elogiada por todos. É por isso que ela, o líder do projeto e a esposa dele decidiram permanecer por prazo indeterminado”, disse a amiga da missionária.

Ainda de acordo com ela, Loani relatou que o vilarejo onde a equipe está atendendo não tem água potável, comida e remédios. E ainda há a preocupação de socorrer pessoas que subiram para as montanhas.

“Estão precisando de um helicóptero, com piloto, para ajudá-los no envio de material em vilas que estão totalmente isoladas. Houve muitos desabamentos, e a maior parte do povo que vive nas montanhas subiu mais, pois não tinha como descer. Agora estão sem contato nenhum há 4 dias, sem remédios e água potável. A ajuda de quem tem contatos na Ásia é muito bem-vinda nessa hora”, ressaltou Kátia.

Terremoto
Oito milhões de pessoas foram afetadas pelo devastador terremoto no Nepal, um país de quase 28 milhões de habitantes, informa a Organização das Nações Unidas (ONU), nesta terça-feira (28).

De acordo com o organismo, mais de 1,4 milhão de pessoas necessitam de comida, água e abrigo. O forte tremor que sacudiu o Nepal e a Índia no sábado (25) deixou mais de 5 mil mortos e pelo menos 10 mil feridos, segundo último balanço do Centro Nacional de Operações de Emergência do país.

dica do Gerson Caceres Martins

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