Papa Francisco convida protestantes a dialogar sobre sexualidade

Papa Francisco abençoa multidão durante audiência geral na Praça de São Pedro (foto: ANDREAS SOLARO / AFP)

Papa Francisco abençoa multidão durante audiência geral na Praça de São Pedro (foto: ANDREAS SOLARO / AFP)

Publicado em O Povo

O papa Francisco recebeu nesta segunda-feira, 4, no Vaticano o arcebispo luterano de Uppsala na Suécia, Antje Jackelen, e convidou os protestantes e os católicos a tratar abertamente suas divergências quanto a questões de sexualidade.

“A questão da dignidade da vida humana, sempre a respeitar, é de uma urgência atual, como são os temas da família, casamento e sexualidade. Estas não podem ser ignoradas e silenciadas pelo medo de pôr em perigo o consenso ecumênico já alcançado”, disse o pontífice, defendendo o diálogo entre a Igreja Católica e as igrejas protestantes.

Em muitas questões sensíveis, começando com a ordenação de mulheres padres e bispos, passando pelo casamento gay e o divórcio, os pontos de vista da Igreja Católica e das igrejas protestantes são inconciliáveis, o que não facilita o diálogo diário entre os cristãos em países onde estas igrejas coexistem.

Os protestantes acusam os católicos de serem retrógrados e estes últimos acusam os protestantes de vender as concepções cristãs sobre o casamento e a vida para se adequar à moda.

A Jackelen, Francisco destacou que não há mais tempo para o desprezo mútuo: os fiéis católicos e protestantes “não devem mais ser percebidos como adversários ou competidores, mas reconhecidos por aquilo que são: irmãos e irmãs” e devem trabalhar em conjunto, em especial em favor dos “irmãos cristãos perseguidos” no mundo.

Comentários

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1 Comentário

  1. JAILTON SANTOS disse:

    Buscar um consenso pode ser abrir mão das diferenças. Quem disse que tem que ser iguais. Porque tem que haver consenso. A variedade de pensamentos é uma prerrogativa da democracia. O que tem que haver é o respeito a diversidade de opiniões.
    O texto ACUSA os católicos e evangélicos de ACUSAREM um ao outro. Nao se trata de acusação e sim o reconhecimento de que divergências de pensamentos, de interpretações e naturalmente de comportamento. Mas o fundamental não é um “consenso” e sim o respeito!

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