Evangélicos na Câmara: Projetos de Lei buscam de isenção a igrejas a “dia de Deus”

Na atual legislatura, bancada apresentou sete projetos que vão desde isenções a igrejas à imposição de dia de adoração

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Magali Cunha

Durante a atual legislatura, pelo menos sete projetos de lei com caráter cristão foram apresentados pela bancada religiosa da Câmara. São propostas que tratam desde a concessão de isenção fiscal para igrejas, passando por propostas que tentam incluir o nome de Deus na Constituição a até aqueles que tentam determinar “um dia de adoração a Deus”.

O projeto de lei mais polêmico de todos foi o apresentado pelo deputado Cabo Daciolo (Psol-RJ). O parlamentar quer, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), substituir a palavra “povo” por “Deus” no enunciado do primeiro artigo da Constituição.

Caso a sugestão seja aprovada, a Carta Magna será aberta com a seguinte redação: “Todo o poder emana de Deus, que o exerce de forma direta e também por meio do povo e de seus representantes eleitos, nos termos desta Constituição”. Por conta deste projeto de lei, o Psol suspendeu o parlamentar.

Do outro lado, o deputado Professor Victório Galli (PSC-MT) apresentou projeto de lei com o intuito de isentar igrejas católicas e evangélicas ou outros templos religiosos do pagamento de impostos que incidem sobre as contas de luz, telefone e gastos de combustível. “As igrejas além do objetivo a que se propõe de acordo com o credo e prática social de cada instituição, praticam um grande benefício à sociedade, uma vez que tiram das ruas pessoas que estão em estado de completo abandono por parte da família, alcoólatras, drogados, e restitui o bem estar, reintegra a comunidade, bem como ajuda as pessoas carentes através de ação social”, defende o parlamentar o projeto de lei.

Já o deputado Missionário José Olímpio (PP-SP) quer desarquivar projeto que proíbe a implantação em seres humanos de chips ou GPS, para impedir o rastreamento dos cidadãos temendo que uma “satânica Nova Ordem Mundial” seja instaurada. “Tendo em conta que o fim dos tempos se aproxima, é preciso que o Parlamento brasileiro resguarde a liberdade constitucional de locomoção dos cidadãos”, explica o paulista.

O integrante da Igreja Mundial do Poder de Deus se baseia em versículos do livro de Apocalipse da Bíblia para justificar o projeto de lei. Os tais chips representariam, de acordo com Missionário, a “marca da besta”.

O parlamentar afirma que “rastreadores pessoais” estão sendo desenvolvidos no Brasil sob a alegação de que a tecnologia vai permitir a rápida localização de pessoas em poder de sequestradores. Mas o objetivo não é este, segundo ele. “O povo brasileiro não deve se iludir com tais artifícios, que escondem uma verdade nua e cruel: há um grupo de pessoas que busca monitorar e rastrear cada passo de cada ser humano”, disse o deputado.

Em fevereiro do ano passado a proposta do Missionário foi rejeitada, mas ele pretende sustentá-la este ano. Além disso, o deputado propõe um novo Projeto de Lei que institui o Dia Nacional de Adoração a Deus. Este dia serviria para que as pessoas refletissem sobre seus atos e praticassem o respeito ao próximo.

Segundo o congressista, apesar de o Estado brasileiro ser laico, há um reconhecimento da diversidade de crenças. “Até mesmo nossa Constituição Federal, em seu preâmbulo, invoca a proteção de Deus”, justifica o deputado.

fonte: Mídia, Religião e Política

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