Thalles se afasta do gospel em álbum que homenageia a mulher

“Fiz o disco para falar do amor à luz de Deus, sem pornografia, sem bunda”

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André Cáceres, no UOL

O astro gospel Thalles Roberto está lançando seu novo disco, “As Canções Que Eu Canto Pra Ela”, celebrando o amor por sua esposa. “Nós temos uma história muito bonita de infância, de amor”, revela o cantor em entrevista ao UOL. “Viemos de realidades muito distantes. Ela era filha de médico e eu, de vidraceiro. Ela era loira e eu, negro”, conta Thalles, que passou a compor músicas para ela e continuou mesmo após casado.

A ideia de compilar as canções românticas que Thalles escreveu foi da própria esposa Daniela Campos, e resultou no disco que já está sendo bem recebido pelos fãs do cantor. O primeiro single, “Minha Menina”, já foi ouvido mais de 75 mil vezes desde o dia 11 de maio. “A recepção vem sendo muito positiva”, comemora.

A despeito de seu sucesso como artista gospel, a formação musical de Thalles é muito mais ampla e ele conta que tem como influências Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Djavan, entre outros. Ele vê com bons olhos a mescla entre o gospel e outros gêneros.
“A cada dia que passa, os cantores gospel percebem que não podem ficar em uma garrafa. Eles precisam sair do nosso meio para levar a palavra”, explica Thalles. “O público gospel não ouve música secular, mas eu posso levar outras pessoas a fazerem o caminho contrário”, conta o cantor, que fez o disco com temática secular para “falar do amor à luz de Deus, sem pornografia, sem bunda”.

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