Jaspion, Power Rangers e a volta dos que não foram

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publicado no Estadão

Carro chefe da extinta Rede Manchete nas décadas de 1980 e 1990, as séries Jaspion, Jiraya, Flashman e Changerman estariam em vias de entrar no cardápio do Netflix. A informação foi divulgada hoje pelo site Jbox e até a conclusão deste post não foi confirmada oficialmente.

Mas os saudosos das lutas coreografadas entre os defensores da terra e monstros espaciais não precisam esperar. Para rever os combates basta acessar o Youtube ou entrar na grade de programação da Rede Brasil, que exibe episódios de Jaspion e Ultraman.

Quem se entra nesse túnel do tempo se diverte com os efeitos especiais toscos, os vilões carnavalescos, a explosões coloridas e as atuações sofríveis. E lembra como aquilo tudo parecia incrivelmente verossímil em outros tempos. O curioso é constatar que nada mudou nas séries do gênero. Pelo contrário.

O modelo (de orçamento espartano) foi mantido. Apesar de obsoleto e mambembe, ele continua fazendo sucesso. Com cinco de idade, o meu filho Antonio fica vidrado sempre que começam as aventuras dos Power Rangers (no canal Nickelodeon). Os novos episódios da franquia não acrescentaram quase nenhuma sofisticação em relação aos originais. Estão lá as roupas coloridas coladas no corpo, os robôs com pouca mobilidade e os vilões engraçados.
Os Power Rangers são um retumbante sucesso comercial e estão presente em centenas de produtos, de brinquedo à pasta de dente. Mas os episódios continuam iguais aos dos nossos tempos. Melhor não arriscar.

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