Leonardo da Vinci: 5 coisas que você provavelmente não sabia sobre ele

 

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Publicado no Hypescience

Você pode pensar que você já ouviu tudo o que há para saber sobre o famoso homem do Renascentismo que pintou a “Mona Lisa” e maravilhou o mundo com seus esboços de máquinas voadoras. Mas alguns fatos pouco conhecidos sobre a vida de Leonardo da Vinci podem surpreendê-lo.

Quando da Vinci morreu, em 1519, ele deixou para trás mais de 6 mil páginas de diários cheias de suas reflexões pessoais, listas de supermercado e piadas obscenas. Ele também detalhou suas fontes de inspiração, o seu desejo de fama duradoura e suas mágoas mais profundas.

Todos esses sentimentos formam a base para “Inside the Mind of Leonardo” (“Dentro da mente de Leonardo”, em tradução livre), um novo filme sobre o artista e inventor. Interpretado pelo ator escocês Peter Capaldi (que também interpreta o Doutor na nova versão da série de TV “Doctor Who”), o da Vinci do filme lê em voz alta estes relatos, revelando os segredos mais profundos do homem original da Renascença.

5. Ele era “ilegítimo”

Da Vinci nasceu em 1452 perto de Vinci, no que é hoje a região italiana da Toscana. Segundo consta, o seu pai era um notário e dono de terras chamado Messer Piero Fruosino di Antonio da Vinci. Acredita-se que sua mãe, Caterina, teria sido uma camponesa local. No entanto, alguns especialistas acreditam que Caterina era, na verdade, uma escrava de Messer Piero.

Os pais de Da Vinci nunca se casaram entre si. O jovem da Vinci viveu com sua mãe até os 5 anos de idade e mais tarde mudou-se para a casa de seu pai, que havia se casado com outra mulher.
Os diários do artista mostram que ele manteve um relacionamento um pouco distante com sua mãe ao longo de sua vida adulta, trocando cartas com ela apenas exporadicamente. Seus escritos sugerem uma conexão mais próxima com seu pai, cuja morte da Vinci lamentou profundamente.

4. Ele era “ignorante”

Ao contrário de outros artistas renascentistas bem conhecidos, da Vinci nunca recebeu qualquer tipo de educação formal. Ele, no entanto, recebeu instrução em casa em assuntos como leitura, escrita e matemática.

Crescendo na Toscana rural, da Vinci passou muito de seu tempo ao ar livre, onde ficou maravilhado com o mundo natural. Seus diários indicam que ele tinha um interesse especial nas propriedades da água, bem como nos movimentos de aves de rapina. Na verdade, o artista registrou que sua primeira lembrança foi de um sonho em que uma ave de rapina pousou no seu rosto e pressionou as penas de sua cauda entre seus lábios.

Não foi até a sua adolescência que o artista foi enviado a Florença para servir como um aprendiz de Andrea del Verrocchio, um proeminente pintor florentino – e não demorou muito para que o aluno se tornasse o mestre. Há rumores de que, depois que da Vinci pintou um dos anjos da obra de Verrocchio “O Batismo de Cristo,” o artista muito mais experiente foi tão humilhado pelo talento do jovem que jurou nunca mais pintar novamente.

3. Muitas de suas obras estão inacabadas

Da Vinci foi um pintor notoriamente lento e muitas de suas obras nunca foram terminadas. Além de abrigar o famoso (e finalizado) “Mona Lisa”, o Louvre, em Paris, é o lar de “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, uma pintura inacabada que descreve a Virgem Maria, o bebê Jesus e mãe de Maria, Santa Ana.

Pendurado em um dos Museus do Vaticano está “São Jerônimo no Deserto”, outra pintura inacabada de da Vinci – este retratando o hermitão São Jerônimo e seu companheiro, um leão domado.

Talvez a mais intrigante de suas obras inacabadas seja “A Adoração dos Reis Magos”, que supostamente tem uma descrição do próprio jovem artista. A pintura, deixada incompleta em 1481, está na Galeria Uffizi, em Florença, na Itália, desde 1670.

Além dessas pinturas, da Vinci deixou para trás muitas invenções inacabadas. Na verdade, não há nenhuma evidência de que qualquer das invenções do artista tenham sido construídas. Da mesma forma, nenhum de seus escritos foram publicados durante sua vida.

2. Ele foi perseguido

Quando da Vinci tinha 24 anos, foi preso juntamente com vários companheiros do sexo masculino sob a acusação de sodomia. Quando nenhuma testemunha se apresentou para falar contra o artista e seus amigos, as acusações foram retiradas. Porém, os diários de da Vinci sugerem que as alegações foram um tanto devastadoras para um homem que gostava de preservar sua vida privada.

Da Vinci também pode ter ficado com medo por sua vida. Na Florença do século XV, a sodomia era um crime punível com a morte. Não muito tempo depois de seu caso ter sido arquivado, o artista partiu de Florença para Milão.

1. Ele tinha um lado militante

Depois de abandonar seus patronos em Florença para começar de novo em Milão, da Vinci precisava angariar novos negócios. Sua estratégia foi congraçar-se para Ludovico Sforza, duque de Milão.

Sob Sforza, da Vinci foi contratado para criar o que teria sido o coroamento de sua carreira artística: uma estátua de bronze gigante de um cavalo. O projeto foi abandonado quando a França invadiu a Itália, na virada do século XV.
Entretanto, da Vinci tinha planejado mais para o Duque de Milão do que apenas um cavalo de batalha gigante. Após a oferecer-se para a Casa de Sforza, ele apresentou seus planos para a construção de numerosos “dispositivos de guerra”. Os cadernos de desenho de da Vinci incluem planos para canhões, máquinas de fumaça, pontes portáteis e até mesmo veículos blindados.

Como sua máquina voadora, no entanto, não há nenhuma evidência de que qualquer uma dessas máquinas de guerra foram construídas. [LiveScience]

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