25 músicas essenciais para entender o Brasil

publicado no Obvious

Abaixo vinte e cinco músicas para dialogar com o Brasil urbano, burguês e desigual do século XX. Não sou especialista, sou apenas um professor que gosta de música, e não tenho nenhuma pretensão de exaurir qualquer discussão, mesmo crendo ser o que há de melhor em nossa arte musical.

Os critérios que utilizei para escolha foram a combinação entre importância para nossa formação cultural contemporânea, sua qualidade musical, letra, música, arranjos compositor e interprete. Além de serem instrumentos excelentes para se discutir e refletir sobre a nossa música, seja em sala de aula, seja com os amigos.

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A lista que segue obedece uma ordem temporal nada rigorosa.

1- O Abre Alas. Chiquinha Gonzaga, um marco.

2- Pelo Telefone. Donga apesar das controvérsias o primeiro samba a ser gravado e um primor por trazer à baila toda tradição oral da cultura e do samba.

3- Se você Jurar. Ismael Silva daqueles que a história insiste em querer esquecer.

4- Carinhoso. Pixinguinha e João de Barro. Um elogio a índole afetiva brasileira.

5- Com que Roupa? Noel Rosa o branco que entendeu o que é o samba de fato.

6- Aquarela do Brasil. Ary Barroso. Deveria ser o Hino Nacional Brasileiro.

7- As Rosas não Falam. Cartola o gênio do samba junto com Noel.

8- Sonho Meu. Dona Ivone Lara. Mulher, favelada, negra e genial.

9- O Mar Serenou. Candeia e Wilson Moreira. Dois dos maiores compositores brasileiros subestimados pela história.

10- Amigo Urso. Moreira da Silva. O samba de breque na sua essência.

11- Luar do Sertão. Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco. Interpretado por Luiz Gonzaga. Uma luz em um tipo de música que só pode ser conhecida quando migrou para a cidade.

12- Não Vadeia. Clementina de Jesus. A verdadeira expressão do samba e do popular brasileiro.

13- Nervos de Aço. Lupicínio Rodrigues e Jamelão. O pai de todos que sofriam de dor de cotovelo.

14- Samba do Arnesto. Adoniran Barbosa. Uma reinvenção da língua pátria com humor único.

15- O Mar. Dorival Caymmi. É possível se cantar e pensar em “baianês”.

16- Ai que Saudades da Amélia. Mario Lago e Ataulfo Alves. Quando fazer música não tinha nada a ver com politicamente correto e espelhava a realidade do ser mulher na sociedade brasileira.

17- Chega de Saudades. João Gilberto. Importante por dividir a música brasileira entre a favela e o asfalto. A música da classe média urbana por excelência.

18- Águas de Março. Tom Jobim. A música com letra e música perfeitas.

19- Tropicália. Caetano Veloso. A novidade, a musicalidade de um momento único na história do Brasil.

20- Domingo no Parque. Gilberto Gil. A combinação entre a poética e música na qual se ouve a maravilha.

21- Construção. Chico Buarque. O maior e mais espetacular letrista da nossa música.

22- Casa de Bamba. Martinho da Vila. O Samba levado a um patamar outro, no qual Cartola se orgulhava de ouvir.

23- Argumento. Paulinho da Vila. Depois de Cartola e Noel deu ao samba brasileiro nossa identidade definitiva, acordes perfeitos em letra poética.

24- Metamorfose Ambulante. Raul Seixas. A despeito de muitas controvérsias o avô do verdadeiro rock nacional.

25- Palhaço. Egberto Gismonti. Uma homenagem a música instrumental brasileira, que tem outros gênios esquecidos ou subestimados como Paulo Moura, Altamiro Carrilho, Hermeto Pascoal, Sebastião Tapajós entre outros esquecidos ou pouco ouvidos.

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