5 coisas estranhas que a evolução deixou em seu corpo

publicado no Mistérios do Mundo

Não acredita na evolução? Então por qual razão seu criador gastou tanto tempo para criar peças totalmente inúteis em nossos corpos, como dentes do siso ou um apêndice? Bom, cientificamente falando, a evolução é um processo muito lento – não evoluímos da noite para o dia ou de uma geração para outra – isso leva milhões e milhões de anos. Na verdade, enquanto a espécie humana (bem como qualquer outra espécie) continuar existindo, a evolução também continuará. Nossos corpos não permanecerão imutáveis ao longo de milhões de anos. Bom, certamente as gerações muito futuras estarão livres dessas coisas:

1. Arrepios

Ficamos arrepiados quando nos sentimos ameaçados ou simplesmente pelo frio. Alguns também têm arrepios quando ficam sexualmente excitados, mas porquê?

Temos arrepios porque pequenos músculos se contraem na base dos folículos pilosos, deixando os pelos em pé e enrugando a pele. Acontece que, hoje em dia, essa reação é completamente inútil, mas esse nem sempre foi o caso.

Quando assustados, os animais (e nossos antepassados peludos) arrepiam seus pelos para parecerem maiores, o que certas vezes ajudava o predador a recuar. Além disso, ajudava os animais (e nossos antepassados também) a se manterem mais aquecidos, já que os pelos prendiam uma camada de ar perto da pele utilizada como isolante. Essa habilidade ainda pode ser encontrada em mamíferos peludos.

Mas por que precisamos dessas habilidades hoje em dia? Certamente, a evolução tratará de tirá-lo de nós.

2. Irritação a sons agudos

Sua coluna formigou ao ver essa imagem e imaginar o irritante som de unhas arranhando um quadro-negro? Culpe a evolução. Segundos os cientistas, a frequência desse tipo de som é similar ao som do grito de alerta de um macaco. Esses gritos, no passado, eram uma importante defesa quando vivíamos em grupos, antes da linguagem ser inventada. E a nossa irritação é vestígio dessa reação a chamadas. Até mesmo gritos de mulheres em filmes de terror são dessa mesma frequência.

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3. Terceira pálpebra

Aquela coisa meio rosada no canto de seu olho são os restos de uma pálpebra. É a chamada membrana nictitante – é uma pálpebra semitransparente utilizada por aves, répteis, anfíbios, peixes e alguns mamíferos. Sua função é proteger o olho e umedecê-lo com uma piscadela.

Animais que passam muito tempo na água usam essa terceira pálpebra para remover partículas no globo ocular que os incomodam. É útil também para aves quando alimentam seus filhotes – as protege contra bicadas nos olhos. Aves também a usa para limpar impurezas no globo ocular que entram devido a alta velocidade. Gatos e cães, além de outros animais, usam quando dormem para cobrir o globo ocular e impedir ainda mais a entrada de luz.

Mas e nós? Exatamente – não usamos para nada, exceto para acumular ramela no canto dos olhos. Os cientistas não sabem por quanto tempo essa característica irá permanecer nos seres humanos.

4. Músculos auriculares

Se você pode mexer as orelhas, você faz parte de um seleto grupo de 15% das pessoas que ainda possuem músculos auriculares, que cercam o ouvido externo. E qual a função deles? Nenhuma atualmente.

Antes, no entanto, animais com essa habilidade podiam mover as orelhas para detectar melhor a origem de diferentes sons. Nossos antepassados também tinham essa habilidade, mas começaram a perder a partir do momento em que passaram a viver em grupo – a visão passou a ser a principal linha de defesa.

Futuramente, ninguém mais poderá mexer as orelhas.

5. Dentes do siso e apêndice

Esses itens só estão aí para atrapalhar nossas vidas hoje em dia – e requerem intervenção cirúrgica para serem removidos quando dão problemas. No passado, no entanto, ambos eram úteis, mais precisamente na época em que comíamos muito mais folhas.

Dentes do siso surgiram nos primeiros humanos que tinham mandíbulas maiores (que os comportavam) e mais adequadas para mastigar vegetais. Mais dentes são necessários para essa tarefa, até porque na época precisavam comer muito mais para ficarem satisfeitos.

Já o apêndice, que é considerado o órgão mais inútil do corpo humano, acredita-se que tenha servido para ajudar na digestão dessas folhas. É uma extensão do cedo, um órgão que é bem maior em herbívoros do que em carnívoros, pois é utilizado para quebrar uma grande quantidade de celulose. Hoje, não precisamos mais desse recurso, e ele encolheu para um órgão que é apenas um vestígio do que já foi.

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