É isso que acontece quando gênios lembram dos seus sonhos mais loucos

ALBERT EINSTEIN E SUA ESPOSA, ELSA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

ALBERT EINSTEIN E SUA ESPOSA, ELSA (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)


publicado na Galileu

O sonho do trenó que tinha uma velocidade bombástica

Uma noite Albert Einstein sonhou que estava pilotando um trenó que descia a toda velocidade um morro repleto de neve. O trenó estava tão rápido que atingiu a velocidade da luz, fazendo com que todas as cores se unissem em uma só. Seu interesse pela velocidade da luz, dizem, teria começado ali. Existem outros relatos ligando descobertas de Einstein a sonhos que ele teve, alguns ainda em sua adolescência. O físico tinha a habilidade de lembrar dos sonhos e destrinchar aquelas cenas aparentemente insondáveis em desdobramentos não só coerentes como de uma perspicácia embasbacante, como quando ele sonhou que estava em uma fazenda cheia de vacas. O fazendeiro, que estava do lado de lá de uma dessas cercas elétricas, ligou a corrente, fazendo com que as vacas pulassem todas de uma vez. Mas esse foi o ponto de vista de Einstein. Para o fazendeiro, elas pularam uma de cada vez, como uma espécie de “ola”. Em vez de contar essa história maluca para alguém no café da manhã, o futuro físico entendeu que naquele sonho estava o princípio da relatividade.

O sonho da tabela que unifica todas as coisas que existem e vão existir

A partir de meados do século XVIII, os químicos começaram a se empenhar em identificar e agrupar os elementos, nome dado às substâncias formadas por apenas um tipo de átomo. Apesar dos avanços na área, ainda faltava um denominador comum, um fator que permitisse a organização universal dos elementos. Na primeira metade do século seguinte, em 1834, nascia na Sibéria um russo de nome Dmitri Mendeleev que iria mudar pra sempre a história da química. Dmitri também era obcecado pela ideia de que existia um padrão desconhecido unindo as coisas que existiam e dedicou sua vida a isso. Até então, os elementos eram divididos em duas categorias: por peso atômico ou pelas propriedades comuns – metais com metais e gases com gases, por exemplo. Até que em uma manhã de 1869 Dmitri acordou com o mistério solucionado. “Em um sonho eu vi uma tabela em que todos os elementos se encaixavam. Ao acordar, imediatamente escrevi aquilo em um pedaço de papel”, ele declarou mais tarde. Pronto, a tabela periódica estava ali. O mais incrível é que a tabela descrita por Dmitri continha espaços em branco para os elementos que ainda seriam descobertos pelo homem.

O sonho do cosmos como representação das coisas invisíveis

Foi depois de uma noite em que sonhou que estava “sentado no Sol com todos os planetas se movendo ao redor em pequenas cordas” que, depois de anos debruçado sobre o tema, Niels Bohr desenvolveu o modelo atômico. Foi por causa desse sonho que, anos depois, o dinamarquês recebeu o Nobel de Química de 1922 devido aos “serviços na investigação da estrutura dos átomos e da radiação emanada por eles”. Em vida, Bohr não escondia a importância do fatídico sonho para sua façanha.

O sonho da locomotiva com vagões feitos de átomos dançarinos

August Kekulé foi o químico alemão que propôs a estrutura molecular do benzeno. Ele teve o insight durante um cochilo em um ônibus. Eis seu relato: “Eu estava voltando no último ônibus pelas ruas desertas da cidade e entrei em um devaneio. Os átomos estavam pipocando em frente aos meus olhos. Até então, esses pequenos seres sempre apareciam pra mim em movimento, mas agora eu via dois átomos menores formarem um par e um átomo maior vinha e abraçava-os. Eu via como outros átomos ainda maiores seguravam três ou até quatro dos menores, enquanto o conjunto continuava girando em uma dança vertiginosa. Eu via como os maiores formavam uma cadeia, arrastando os menores para a ponta. Quando o motorista gritou o nome da parada, eu acordei e passei a noite colocando o sonho no papel”.

O sonho do rei selvagem adorador de máquinas de costura modernas

Elias estava em um país distante cujo rei ordenara: ‘’se em 24 horas você não construir uma máquina de costura que funcione bem, eu te exterminarei’’. Como não queria morrer, Elias fez o que pode e tentou fazer a melhor máquina que conseguia, mas ela nunca ficava boa o suficiente. Acabou desistindo. Passadas as 24 horas, os soldados vieram para dar cabo ao sacrifício e foi nessa hora que Elias viu que todas as cabeças das lanças dos selvagens assassinos estavam perfuradas. Elias então saiu correndo para sua oficina e desenhou o projeto daquilo que seria a máquina de costura moderna. Elias Howe foi um inventor americano que deteve a primeira patente concedida pelo governo dos EUA para máquinas de costura. Ele botou na cabeça que tinha de aprimorar o design desse equipamento, mas sofria com o local em que colocaria o chamado olho da agulha. Esse sofrimento cresceu a tal ponto que uma noite Elias sonhou que estava sendo ameaçado de morte por um rei selvagem que o mataria caso ele não achasse uma alternativa logo.

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