9 fatos estranhos sobre excitação sexual

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Publicado no Hypescience

Quanto mais os cientistas aprendem sobre o que nos excita, menos entendemos sobre o assunto. Uma certeza, no entanto, é que a maior parte do desejo sexual é provocada em nossos cérebros ao invés de nossas virilhas; afrodisíacos podem vir dos lugares mais improváveis.

A excitação é diferente para todos, mesmo entre pessoas da mesma identidade de gênero e orientação sexual. Sem contar que nossos gostos podem mudar ao longo da vida e de nossos relacionamentos, de forma que, em alguns aspectos, as fontes e variedades de prazer humano permanecem tão misteriosas quanto sempre foram, apesar dos estudos na área terem aumentado.

Veja alguns dos poucos fatos que descobrimos até agora:

1. Ver pornô não estraga o desejo sexual

Você já deve ter ouvido falar que a pornografia pode ser destrutiva para os relacionamentos da vida real. Ver muito pornô, reza a lenda, dessensibiliza o espectador a imagens eróticas e torna mais difícil se excitar em situações sensuais reais. Alguns até alegam que os homens que frequentemente assistem pornografia são mais propensos a ter disfunção erétil.

No início deste ano, no entanto, dois estudos não encontraram nenhuma correlação entre a visualização de pornografia e a disfunção erétil. Outra pesquisa sugeriu mesmo que ambos homens e mulheres com um hábito de ver pornô ocasionalmente fazem sexo com mais frequência e de maior qualidade, em comparação com pessoas que não assistem pornografia.

2. Homens bissexuais tendem a ser mais sexualmente aventureiros

Pesquisas anteriores haviam sugerido que os corpos dos homens bissexuais respondem mais fortemente a imagens eróticas de homens do que de mulheres, uma descoberta que contribuiu para o ceticismo sobre se a bissexualidade é de fato uma orientação sexual distinta.

Mas um estudo de 2013 destacou uma característica chave que pode explicar por que alguns homens bi ficam excitados por ambos os sexos: senso de aventura sexual. Caras bissexuais que são atraídos igualmente a homens e mulheres tendem a ter maior curiosidade sexual – em outras palavras, mostram mais interesse em uma ampla gama de atos sexuais. Os pesquisadores argumentam que isso significa que, mesmo dentro da categoria aparentemente discreta dos “bissexuais”, há uma boa quantidade de fluidez sexual.

3. Algumas lésbicas gostam de assistir filme pornô gay masculino

No caso de você precisar de mais uma prova de que a sexualidade humana é uma coisa muitas vezes imprevisível, um estudo realizado por pesquisadores irlandeses e canadenses que entrevistou lésbicas sobre suas preferências pornográficas descobriu que a maioria delas não curte pornografia menina-com-menina, pois esses filmes são muitas vezes irrealistas e claramente feitos por e para homens heterossexuais. As lésbicas são de todos os tipos, enquanto as meninas do pornô “lésbico” são sempre femininas e parecem estimular o desejo masculino heterossexual.

Muitas lésbicas do estudo gostavam mais de ver filmes eróticos com dois homens. Isso é devido, parcialmente, ao fato de que as mulheres no geral tendem a ter mais plasticidade erótica do que os homens – isto é, são excitadas por uma ampla variedade de coisas. A pesquisadora Meredith Chivers descobriu, por exemplo, que, enquanto os homens tendem a mostrar excitação física somente em resposta a filmes eróticos retratando sua orientação sexual declarada, as mulheres mostram padrões de excitação semelhantes ao assistir clipes gays masculinos, lésbicos e heterossexuais, independentemente da sua orientação.

 

4. “Viagra feminino” libera os “freios sexuais” do cérebro

A droga flibanserin, destinada a tratar o baixo desejo sexual em mulheres, não é exatamente a versão rosa do pequeno comprimido azul. Ao invés de empurrar o fluxo sanguíneo para os órgãos genitais, o flibanserin alveja os principais neurotransmissores envolvidos na resposta sexual: dopamina, noradrenalina e serotonina.

A droga aumenta a quantidade de dopamina e norepinefrina, que são como aceleradores do cérebro quando se trata de resposta sexual; ao mesmo tempo, diminui o nível de serotonina, que é responsável pela inibição. A Administração de Drogas e Alimentos americana deve aprovar a droga para consumo comercial ainda esse ano.

5. Muitos homens e mulheres transexuais experimentam mudanças em seu desejo sexual com a transição

Cerca de 71% dos homens transexuais relatam um aumento no desejo após a terapia de reatribuição sexual, de acordo com um estudo de 2014 publicado no Journal of Sexual Medicine. “Homens trans tomam testosterona, o que realmente aumenta o desejo por sexo”, explica Stefan Rowniak, professor na Universidade de San Francisco (EUA). O oposto é frequentemente verdade para mulheres transexuais, 62% das quais dizem que seu desejo sexual diminui depois da terapia.

Às vezes, mas não sempre, os transexuais também experimentam outras mudanças na excitação durante a transição, como por quem eles se sentem atraídos. Um estudo de 2014 feito por pesquisadores alemães descobriu que 33% das mulheres trans e 22% dos homens trans relatam uma mudança em sua orientação sexual após a transição.
E, enquanto a maioria prefere continuar se relacionando com os mesmos tipos de pessoas com quem se relacionavam pré-transição, o sexo geralmente fica muito melhor. Um homem trans disse a Rowniak que fazer sexo com seu marido como um homem foi muito melhor do que fazer sexo com ele como mulher, mesmo que o ato tenha sido praticamente o mesmo.

6. Existe o nu “bom”, e o nu “ruim”

Meredith Chivers já fez vários estudos mostrando a participantes uma ampla gama de estímulos visuais, a fim de avaliar que tipo de imagens excitam as pessoas. Em um deles, os voluntários assistiram vários tipos de filmes, incluindo uns de pessoas praticando exercícios físicos nuas.

A maioria mostrava alguém sozinho fazendo ioga, ginástica ou simplesmente caminhando. Estes foram os menos populares de todos os filmes, resultando na resposta de excitação mais fraca.

7. 1% da população provavelmente não se excita por nada

No ano passado, cientistas da Universidade de British Columbia (Canadá) examinaram se pessoas que dizem que são assexuais realmente são, ou se apenas têm um desejo sexual extremamente baixo. Foi descoberto que a assexualidade, como a homossexualidade e a heterossexualidade, é uma orientação sexual distinta.

8. Zoofilia parece ser a excitação incomum mais comum

Ano passado, o pesquisador Justin Lehmiller fez uma pesquisa para os leitores de seu popular blog, Sex and Psychology, pedindo-lhes para compartilhar as coisas “mais incomuns” que os excitavam sexualmente. Um tema foi mais recorrente: atração sexual por animais, cavalos especialmente.

9. As ostras são uma farsa

Embora muitos alimentos tenham sido apontados como afrodisíacos, há pouca ou nenhuma evidência científica de que qualquer um deles, incluindo ostras, de fato aumente o desejo sexual.

A maioria das pessoas que juram que os afrodisíacos funcionam provavelmente apenas experimentam uma mudança no desejo sexual porque acreditam fortemente que isso vai de fato acontecer. Posto desta forma, praticamente qualquer coisa pode ser um afrodisíaco. [CNN]

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