10 coisas intrigantes sobre os Estados Unidos (segundo uma brasileira)

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1. O inglês não é a língua oficial do país

Por incrível que pareça, os Estados Unidos não possuem uma língua nacional oficial, embora a maior parte da população fale inglês. O debate sobre fazer do inglês a língua oficial dos EUA sempre vem à tona, mas muitos liberais americanos afirmam que declarar o inglês como língua nacional contradiria os ideais de diversidade do país e violaria o direito constitucional à liberdade de expressão.

Outros vão ainda mais além e argumentam que o inglês e o espanhol deveriam ser as línguas oficiais dos EUA; afinal, os Estados Unidos são o 5º país com o maior número de falantes nativos da língua espanhola, atrás apenas do México, Espanha, Colômbia e Argentina.

2. Uma alimentação saudável custa mais que uma rica em gorduras

Talvez este seja um dos motivos pelos quais o índice de obesidade da população de baixa renda americana seja maior do que o do resto da população. A comida dos restaurante fast-food nos EUA é extremamente barata. O famoso Dollar Menu―um cardápio com itens à venda por 1 dólar―é muito popular entre as cadeias de fast-food do país. Mesmo no supermercado, sempre termino gastando mais para comprar itens mais saudáveis―como frutas, verduras e peixes―do que para comprar alimentos processados.

3. Liu Xiang, também conhecido como James

Muitos imigrantes, principalmente os asiáticos, adotam nomes em inglês ao chegarem aos EUA. Não é que estes imigrantes troquem de nome no papel, eles simplesmente escolhem um nome americano―como Robert, Tiffany, John ou Jennifer―e passam a usá-lo. O mais engraçado é que, na maioria dos casos, os nomes que eles escolhem não tem absolutamente nada a ver com seus nomes de verdade.

A adoção de um novo nome é tão comum entre imigrantes que a maioria dos formulários nos EUA possuem um campo em que as pessoas devem preencher com seus nomes verdadeiros e outro campo com as iniciais A.K.A (Also known As)―ou Também Conhecido(a) Como, em português―onde as pessoas escrevem seus nomes “adotivos.”

Em 2006, quando participei de um programa de Work & Travel nos EUA, meu empregador educadamente me pediu para escolher um nome em inglês que seria usado no meu crachá. Um pouco surpresa―pois eu achava que o meu nome era suficientemente fácil de ser pronunciado―eu escolhi Julie que, pelo menos, se parece com Juliana.

4. Maioridades

Nos EUA, você pode dirigir com 16 anos, ir para a guerra, transar e fumar com 18 e beber com 21. A liberdade vai chegando a conta gotas para os americanos.

5. Cidades vazias

Não se assuste ao caminhar pela maioria das grandes cidades americanas e não ver muita gente na rua. Graças ao processo de suburbanização que se acelerou nos EUA depois da Segunda Guerra Mundial, a população americana se mudou para fora dos centros urbanos―para os chamados suburbs―o que deixou muitas cidades meio desertas e até um pouco deprimentes. O lado bom é que o trânsito é mais organizado e, na maioria das cidades, não há aquele empurra-empurra tão comum nos centros das capitais brasileiras.

6. Informalidade

Os americanos se comunicam de forma informal uns com os outros, independentemente das diferenças de idade, sexo, classe e status que existam entre eles. Esta informalidade também se estende à forma de vestir do americano. Ao contrário do que acontece no Brasil, é muito raro que alguém te olhe dos pés à cabeça quando você está “mal vestido” nos EUA. Durante os meus anos estudando na UCLA, eu sempre via americanos frequentando as aulas de pijama. Juro!

7. Muita educação na hora de discordar com alguém

O fato dos americanos se comunicarem informalmente não significa que eles não são educados uns com os outros. Muito pelo contrário, na hora de discordar com alguém, eles são extremamente cautelosos.

Ao invés de dizerem algo do tipo “eu não concordo com você ” eles costumam dizer “você pode estar certo, mas…” ou “eu aprecio o seu ponto de vista, mas…”

8. Tudo pela Internet

Quase tudo pode ser feito online nos Estados Unidos. Agências de viagem, por exemplo, são quase inexistentes porque todo mundo planeja e compra suas viagens pela Internet. Muitos salões de beleza aceitam marcações de horário online. As visitas feitas aos órgãos públicos também podem ser agendadas eletronicamente. Até as compras de supermercado podem ser feitas através da Internet (eu, por exemplo, vivo comprando chá online!). Quer encontrar um(a) namorado(a)? Os EUA possuem um número enorme de sites de relacionamentos e muitos, mas muitos, americanos procuram incessantemente por suas caras-metades nestes sites. A Internet é definitivamente a melhor amiga de qualquer pessoa que mora nos EUA!

9. Assuntos proibidos

Sabe aquela história de que política, futebol e religião não se discute? Então, cada país tem seus próprios assuntos tabus. Nos EUA, os temas considerados “proibidos” numa mesa de bar são política, raça e religião (e sexo, para alguns mais conservadores).

10. Os Founding Fathers sabem melhor que ninguém

Os Founding Fathers foram os líderes políticos que participaram da redação da Constituição dos Estados Unidos de 1787. A vontade destes “Pais Fundadores” é considerada a vontade divina por muitos americanos. Muita gente nos EUA acredita que qualquer questão política pode ser solucionada com base na Constituição escrita há centenas de anos e que as intenções dos “Pais Fundadores” devem ser respeitadas a qualquer custo.

Um exemplo é a questão do controle da venda e porte de armas. Mesmo com tantos tiroteios em massa que acontecem nos EUA hoje em dia, muitos conservadores americanos acreditam que as pessoas devem ter o direito de comprar e portar armas simplesmente porque os “Pais Fundadores” estipularam dessa maneira na Constituição. Para uma considerável parcela da população americana, os “Pais Fundadores,” mesmo estando mortos há centenas de anos, continuam sabendo melhor que ninguém o que é bom para o país. Vai entender!

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