Feliz recomeço!

Acabamos de atravessar a oportunidade de mais uma virada. O que você fez com ela?

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Gustavo Cerbasi, na Época

Toda virada de ano traz a oportunidade de recomeçar. Para alguns, o motivo é a entrada do 13º salário em dezembro. Para outros, as férias que permitem quebrar a rotina e tirar um tempo para refletir e reorganizar os planos. Para outros tantos, a promessa de um bônus pelas metas atingidas alimenta esperanças de uma guinada na vida.

A virada do ano encerra um ciclo muito mais importante do que a chegada do fim de semana ou a entrada do salário no início do mês. O começo do ano é celebrado entre amigos e familiares, marcado por redução no ritmo de trabalho e pelo clima festivo na mídia e nas ruas. Na virada, o foco das atenções está em nossas metas para o ano que começa, para a prestação de contas de cada um consigo.

É uma oportunidade e tanto, uma vez que é um dos raros momentos em que olhamos para nossas conquistas passadas e ajustamos nossas metas futuras, posicionando o trabalho e o dinheiro como meio e não como fim.

Acabamos de atravessar a oportunidade de mais uma virada. O que você fez com ela? Celebrou conquistas? Ou as adiou em mais um ano? Separou a papelada para declarar o Imposto de Renda em março? Ou deixará, mais uma vez, para a semana de 30 de abril? Iniciou planos críveis e tangíveis ou apenas listou um punhado de promessas vagas, que estarão novamente na lista de promessas de 2017?

A eterna postergação e a falta de comprometimento com planos geram frustração e afetam a economia do país. A desorganização familiar faz com que poupemos menos, concretizemos menos sonhos, gastemos mais com juros e menos com a compra de bens e serviços. Viver em desequilíbrio trouxe o país para a situação atual, sem poupança familiar, sem reservas nas empresas e com a poupança governamental em queda livre. Crise? Crise é um cenário recessivo passageiro, com perspectivas de recuperação no futuro próximo. Assim que famílias, empresários ou o governo começam a investir, o país sai da crise. Porém, sem poupança, não há como fazer investimentos. Por isso, o cenário que vivemos veio para ficar.

Isso não é ruim, desde que cada cidadão se conscientize de que vivemos uma nova realidade. Não se pode mais esperar usufruir do crédito e de um nível de consumo generoso e insustentável. Estamos mais pobres. Não adianta ficar recordando uma realidade de sonhos que se evaporou.

É hora de recomeçar e reorganizar as escolhas. A crise, se ainda a podemos chamar assim, é uma boa desculpa para esse recomeço, pois amigos e família entenderão o porquê da mudança. Menos gastos fixos, menos compras a prazo, vida mais simples, mais lazer e qualidade de vida. Até o Carnaval, há tempo de fazer seu ano começar direito.

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