Conheça lugares sagrados no Oriente Médio através do Turismo de Empatia

Conheça lugares sagrados no Oriente Médio através do Turismo de Empatia

Por Talita Ribeiro

Talita Ribeiro e crianças refugiadas

Talita Ribeiro e crianças refugiadas

A primeira vez que eu pisei no Oriente Médio foi em Israel, em um roteiro cheio de “locais santos”, igrejas e sepulcros. Em nenhum deles encontrei Jesus. Em alguns, inclusive, presenciei o pior da religiosidade, como a idolatria e o sentimento de superioridade sobre os demais. Foi somente em minha segunda visita à região, entre refugiados sírios e iraquianos, na Jordânia e no Curdistão, que senti Cristo presente e, mais que isso, vi sua história acontecendo agora.

Não quero com isso dizer que Israel não tenha os seus encantos, assim como a Palestina, porém, se você deseja conhecer a “terra santa” para se aproximar de Deus, talvez devesse incluir uma visita àqueles que estão fazendo a Sua obra, cuidando dos órfãos, das viúvas e acolhendo os estrangeiros. Os missionários que, em meio à guerra e ao radicalismo religioso, conseguem demonstrar o amor e a graça através de ações, não de palavras vazias ou cheias de efeitos especiais. Até porque, no Oriente Médio, proselitismo é crime e dá, no mínimo, cadeia.

Distribuindo balões para algumas crianças na zona de refugiados

Distribuindo balões para algumas crianças na zona de refugiados

Ao decidir viajar para lugares tão próximos ao Estado Islâmico, ficando em alguns momentos a apenas 50 km de territórios ocupados pelos terroristas, eu não imaginava que viveria experiências espirituais tão fortes e transformadoras. Planejei a viagem de um mês, pela Jordânia, Curdistão Iraquiano e Turquia, porque queria conhecer as mulheres da região, principalmente as que, diferente do que nós imaginamos, estão lutando por mais liberdade, autonomia e igualdade, inclusive com armas.

Acabei me deparando com os olhos curiosos e generosos das crianças refugiadas, com o silêncio cheio de significado das madrugadas insones, com o amor nos (a)braços das senhoras muçulmanas… No que eu nomeei de “Turismo de Empatia”, no qual você sai da sua zona de conforto e entra em um lugar desconhecido e sagrado: o coração do outro.
Na Jordânia visitei diversos locais bíblicos, como a rota de Moisés, o mar morto, Jerash… Mas em nenhum deles o Espirito Santo se fez mais presente que nas visitas aos refugiados, em que eu acompanhava missionários preocupados com a saúde e a segurança das pessoas, independente da fé que professassem. Nessas visitas, nós não falávamos sobre Jesus, mas a todo momento cumpríamos os seus ensinamentos, prestando atenção às histórias, pensando em formas de ajudar as famílias e brincando com as crianças. E, vez em quando, ouvindo mais que lamentos, como quando uma senhora muçulmana nos disse “Gosto de vocês cristãos, porque sabem e se interessam em escutar”.

Um balão por um sorriso, uma troca que vale a pena.

Um balão por um sorriso, uma troca que vale a pena.

“Será que nos interessamos mesmo?” pensei, ao voltar para o Brasil. E decidi apostar que sim, nós queremos escutar o que os nossos irmãos passam na região em que Jesus nasceu e viveu. Por isso, decidi lançar um livro chamado “Turismo de Empatia: Refugiados no Oriente Médio”, através de um financiamento coletivo, no qual todo o lucro será enviado para os projetos com refugiados que conheci na Jordânia e no Curdistão Iraquiano.

O livro apresenta as crônicas que escrevi durante a viagem, sobre as histórias que ouvi e vivi, dicas turísticas dos locais que visitei e também um passo a passo para quem deseja fazer turismo de empatia, no Oriente Médio ou em outro destino.

Para garantir o seu, é só colaborar com o nosso financiamento coletivo, com valores a partir de R$ 10.

E se não quiser fazer parte desse sonho, não tem problema, apenas peço que ore para que os missionários continuem sendo sal e luz, e para que as vítimas dessa guerra encontrem paz.

Quer saber mais sobre o livro? Leia alguns textos no meu blog pessoal viagemevoo.com.


Quer saber mais sobre o lado espiritual? Ouça a minha entrevista no BiboTalk ou no Crentassos.

Quer saber sobre o lado mais aventureiro da viagem? Veja a minha entrevista no programa Encontro da Rede Globo ou ouça o Nerdcast.

 

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