Penthouse cancela edição impressa

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Carlos Cardoso no Meio Bit

Vou contar um segredo: sexo vende e, para desespero das feministas, vende tanto para homem quanto mais mulher. Temos um interesse instintivo por tudo que se relaciona com a Zona do Agrião. Se o produto prometer atrair o sexo oposto (ou o mesmo, sei lá, viva a modernidade) estamos comprando.

Curiosamente um dos produtos mais difíceis de vender hoje em dia é sexo. Principalmente na internet E por causa da internet. Antigamente, antes do VHS a oferta de material educativo se resumia a revistas e raras fitas K7 onde atrizes de talentos questionáveis narravam histórias de autores igualmente questionáveis.

A Playboy galgou os degraus até se tornar socialmente aceita, escrever, trabalhar ou fotografar para a Playboy não era demérito. No Brasil era meta de vida pra muita gente. Só que com o tempo mulher pelada deixou de ser algo exclusivo, hoje temos centenas de sites legítimos publicando esse tipo de material.

A Playboy nos EUA parou de exibir nudez no site e agora na revista impressa. Agora a Penthouse, aquela cópia barata que funcionava como uma espécie de repescagem da Playboy, fechou as portas do impresso.

Decidiram que agora só no site, irão competir contra milhões de outras páginas, com o mesmo material: fotos de anônimas peladas. Do lado deles o peso de um nome que pra geração online não quer dizer nada e pra geração mais antiga já não dizia muita coisa.

Com uma circulação atual de 100 mil exemplares (contra 800 mil da Playboy) a Penthouse não fará falta. No mundo online, não fará diferença.

Notem que isso não é um reflexo do período conservador que o mundo vem atravessando, é essencialmente a darwinização das mídias. A internet praticamente matou a pornografia impressa do mesmo jeito que o Steam praticamente matou a pirataria de jogos.

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