770 pastores descrevem sua luta contra o pornô

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Mais da metade enfrenta esta batalha, mas menos de um por cento recomenda que se fale abertamente sobre isso com a sua congregação.

Por Morgan Lee (tradução de Fabio Martelozzo)

 

 

Barna Group (Grupo de pesquisas especializado em mapear o comportamento evangélico americano)

A maioria dos pastores lutam contra o vício em pornografia.

Isto de acordo com um estudo online conduzido por Barna Group, englobando aproximadamente 3.000 adultos, adolescentes e pastores. O estudo incluiu 432 pastores sênior e 338 pastores de jovens, e foi encomendado por Josh McDowell Ministry (Ministério Josh McDowell) e Cru (organização missionária baseada na Flórida) para um simpósio que ocorrerá em abril.

O estudo examinou os efeitos da pornografia sobre os pastores, igrejas, população em geral e sobre os jovens.

“A maioria dos pastores sênior (57%) e pastores de jovens (64%) admite lutar ou ter lutado com a pornografia,” relatou Barna . “Em geral, 21 por cento dos pastores de jovens e 14 por cento dos pastores sênior admitem estarem lutando contra o consumo de pornografia.”

Mais de um em cada dez pastores de jovens (12%) e um em cada vinte pastores sênior (5%) confessa ser viciado.

Comparativamente, 47% dos homens e 12% das mulheres em geral procuram pornografia pelo menos uma ou duas vezes por mês. E cerca de 27 por cento dos homens cristãos e 6 por cento das mulheres cristãs buscam ativamente por pornografia durante este período de tempo.

Metade dos pastores de jovens e 37% dos pastores sênior visitaram um site que sabiam ser pornográfico, embora não necessariamente tenham navegado ou permanecido nele por muito tempo.

Outros 46 por cento dos pastores de jovens e 37 por cento dos pastores sênior passaram por canais de TV com programação ou filmes adultos, e 30 por cento dos pastores de jovens e 12 por cento dos pastores sênior buscaram pornografia nas redes sociais.

Cerca de um quarto dos pastores de jovens (27%) e pastores sênior (23%) adquiriram pornografia impressa, como revistas.

Uma maioria considerável de pastores que consomem pornografia disse que isso impacta negativamente seus ministérios (75% dos pastores de jovens e 64% dos pastores sênior), embora o número de pastores de jovens que disse que tal afirmativa seja “completamente verdadeira” seja o dobro dos pastores sênior(18%).

A grande maioria de pastores (87%) disse sentir-se envergonhada por causa de seus hábitos e mais da metade (55%) vive em temor constante de que outros descubram seu consumo de pornografia.

Quatro em cada dez cristãos adultos disseram que pastores que consumissem pornografia deveriam ser demitidos ou convidados a renunciarem ao ministério, enquanto três em cada dez disseram que eles devem sair em licença até parar com o uso.

Colegas pastores são muito mais lenientes. Apenas 8 por cento disseram que pastores que consomem pornografia devem sair de seus cargos. Mais de oito em cada dez pastores recomendaram que pastores que lutam com a pornografia devem buscar acompanhamento psicológico profissional, enquanto seis em cada dez disseram que pastores deveriam admitir tal situação e responsabilizar-se por ela em um grupo de cristãos maduros. Cerca de 45 por cento disseram que eles deveriam buscar aconselhamento junto a um colega pastor.

Quase seis em cada dez recomendaram que os pastores contem a seus cônjuges (58%), embora um número menor (21%) disse que devem contar aos presbíteros ou ao conselho da igreja. Uma minoria insignificante (1%) recomendou contar à congregação.

Mais de nove em cada dez pastores (93% dos pastores sênior e 94% dos pastores de jovens) disseram que a pornografia tem se tornado um problema maior, principalmente para a igreja, e 75 por cento do laicato concorda. Todavia, apenas 7 por cento dos pastores disseram que suas igrejas possuem um programa destinado a ajudar aqueles que lutam com a pornografia.

Sete em cada dez pastores de jovens disseram que ao menos um de seus paroquianos solicitou ajuda relativo ao consumo de pornografia no ano anterior.

A maioria dos que buscaram ajuda são rapazes do ensino médio. 92 por cento dos pastores consultados disseram ter aconselhado pelo menos um rapaz no ensino médio, 57 por cento aconselharam um rapaz no ensino fundamental II, 23 por cento a uma garota no ensino médio e um em cada dez a uma garota no ensino fundamental II (10%).

Os adultos nas igrejas também estão pedindo ajuda. Homens casados são os que mais pedem ajuda; eles também são o grupo masculino que menos consome pornografia.

Os homens cristãos casados procuram ativamente menos por pornografia do que homens solteiros ou adolescentes: 18 por cento disseram procurar pornografia mais de uma ou duas vezes por mês. 61 por cento disseram nunca ter assistido pornôs.

Eles são os que mais provavelmente buscarão ajuda. Quase seis em cada dez pastores procurados para ajudar alguém com o consumo de pornografia aconselharam homens casados (59%), enquanto um terço aconselhou homens solteiros (36%) e adolescentes (33%). Um número bem menor foi procurado por mulheres casadas (5%), solteiras (5%) ou adolescentes (4%).

As mulheres casadas tendem a ser menos propensas a procurar pornografia. Dois por cento das mulheres cristãs casadas procuraram pornografia uma ou duas vezes por mês, comparado com nove por cento das mulheres solteiras.

Definir o que é pornografia não é tão complicado quanto se poderia pensar, relatou Barna. “Acontece que é mais uma questão de função do que de forma. Se é usado para excitação sexual, é pornô. Simples assim.”

Entre os adolescentes, o consumo frequente de pornografia começa cedo.

Cerca de um quarto dos adultos entre 25 e 30 anos de idade (27%) disse que a primeira vez na qual viram ou assistiram pornografia aconteceu antes de se chegar à puberdade. Por outro lado, apenas metade desse número (13%) daqueles entre 31 e 50 anos de idade começou a ver pornografia antes da puberdade.

Metade dos adolescentes disse deparar-se com pornografia pelo menos uma vez por mês, independentemente se foram eles que a procuraram ou não. Este número chega a 70 por cento dos jovens adultos.

Cerca de um quarto dos adolescentes (26%) entre 13 e 17 anos de idade vê pornô pelo menos uma vez por semana. O número salta a 38 por cento dos adultos entre 18 e 24 anos, e volta a cair para 25 por cento daqueles entre 25 e 30 anos de idade.

Embora os homens ainda dominem o consumo de pornografia, mais mulheres estão procurando.

Um terço das adolescentes e jovens (33%) disse ter procurado pornografia pelo menos uma vez por mês, enquanto 12 por cento das mulheres com mais de 25 anos relataram o mesmo.

A preferência por tipos de pornô é pessoal. Dois terços dos que tem menos de 24 anos relatou ter recebido imagens sexualmente explícitas de alguém que eles conhecem (66%), enquanto 44 por cento disse ter mandado uma.

E o estigma social sobre o consumo de pornografia está diminuindo.

Ao classificar uma lista de itens moralmente censuráveis, adolescentes e jovens adultos disseram que não reciclar lixo é mais inaceitável que ver imagens pornográficas. Cristãos praticantes são duas vezes mais propensos que os outros a se sentirem culpados, disse Barna.

Metodologia:

Barna realizou cinco pesquisas online em julho e agosto de 2015 para o The Porn Phenomenon report (Relatório O Fenômeno Pornô) com um total de 3.771 participantes.

Para a pesquisa com adolescentes e jovens adultos, 813 participantes entre 13 e 24 anos de idade foram recrutados e entrevistados através de um painel nacional de consumo. Este painel tem representatividade nacional por idade, gênero, região e nível socioeconômico. A margem de erro desta pesquisa é de 3,4 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95 por cento.

Em uma pesquisa realizada entre a população em geral, 1.188 adultos a partir dos vinte e cinco anos de idade foram recrutados e entrevistados separadamente através de um painel nacional de consumo. O painel tem representatividade nacional por idade, gênero, região e nível socioeconômico. A margem de erro desta pesquisa é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95 por cento.

Em uma pesquisa junto ao corpo pastoral, 338 pastores de jovens e 432 pastores sênior foram recrutaedos e entrevistados através de listas públicas e convites via mensagem de e-mail. A informação foi balanceada para ter representativade nacional de igrejas por denominação, tamanho e região. A margem de erro da pesquisa entre os pastores de jovens é de 5,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95 por cento. A margem de erro da pesquisa entre os pastores sênior é de 4,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95 por cento.

Em uma pesquisa separada sobre as opiniões referentes a sexo e as mulheres, um total de 1.000 entrevistas foram feitas com adultas com mais de dezoito anos de idade. O painel tem representatividade nacional por idade, gênero, região e nível socioeconômico. Foi realizado um balanceamento estatístico mínimo para calibrar a amostragem para percentuais populacionais em relação a variáveis demográficas. A margem de erro desta pesquisa é de 3,0 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95 por cento.

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