Como viver mais leve em um mundo cada vez mais ocupado

publicado no 360

Um belo dia, eu surtei. Soterrada entre uma lista enorme de coisas a fazer, eu movia o cursor do mouse para baixo e para cima sem ter ideia de por onde começar. Acho que todo mundo conhece essa sensação de que o dia, a semana ou o mês não têm horas o suficiente. Vivemos em um mundo de gente ocupada, em que cada minuto tem que ser preenchido com a tarefa mais importante dos últimos tempos da última semana. E, ei, se eu posso responder emails do meu celular até quando vou ao banheiro, por que não fazê-lo, não é mesmo? Mas um dia eu peguei aquela minha lista e quis mandá-la para o inferno.

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A nossa sociedade premia os ocupados com uma boa dosagem de status. É preciso ter um milhão de coisas na agenda se você deseja se sentir importante, esforçado, reconhecido. Há um certo glamour em ter centenas de emails e chamadas para responder e não poder parar para conversar com alguém no corredor da empresa porque você tem algo para fazer do outro lado que não pode esperar. Tanto que fazer hora extra se tornou quase um atestado de competência profissional. Mas a verdade é que enchemos nossa vida de coisas pouco importantes que acabam no roubando o tempo daquilo que realmente importa. E tempo, meus amigos, é um bem raro que vale muito mais que dinheiro nesse nosso mundo moderno.

Entre o trabalho e a academia, as aulas da pós e o frila que você pegou para complementar a renda, fica difícil encontrar um espaço na agenda para simplesmente para aproveitar o dia. E se você força um pouquinho de ócio para dentro do seu cronograma, é o sentimento de culpa não vai te deixar em paz. É quase como se a sua lista de afazeres começasse a gritar para você, pedindo atenção. Mas o problema com essas listas é que elas nunca vão te deixar em paz. É impossível riscar todos os itens sem colocar outros no lugar. Estar ocupado é uma armadilha da qual não se pode sair a menos que você pare e dê um passo para o lado.

E sabe o que mais? Ter uma lista longa de coisas a fazer não é sinal de que você está indo a algum lugar. Produtividade só existe se suas tarefas diárias te deixam mais perto de quem você quer ser. Caso contrário você só está preenchendo seu tempo e correndo em círculos, perdendo seus dias em uma avalanche de inutilidades que não te levam a lugar nenhum.

Como ser menos ocupado sem ser menos produtivo

Da próxima vez que você se deparar com aquela lista infinita, o primeiro passo é eliminar tudo o que não precisa ser feito. Busque atalhos, corte sem dó tarefas que não vão contribuir com nada para você ou para pessoas que você considera importantes. Assim você pode focar apenas no essencial.

Quer saber? Dane-se a sabedoria popular. Às vezes dá para deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Identifique aquilo que pode esperar, delegue o que pode ser feito por outra pessoa e simplesmente abandone o que não for te acrescentar nada.

Com a lista mais enxuta, defina suas prioridades baseando-se nos seus sonhos e objetivos. Quais são as três coisas que você quer ou precisa ter concluído até o fim do dia de hoje? O que vai fazer você se sentir melhor depois de feito? Risque uma de cada vez e coloque toda a sua atenção naquilo que você está fazendo no momento para garantir que o trabalho será concluído a tempo. Desligue-se do seu email e mídias sociais enquanto estiver trabalhando. Estabeleça um pequeno horário para checar-los na sua rotina e evite espiadelas durante o dia.

Assim, você pode deixar alguns bons espaços em branco na sua agenda. Use-os para ser criativo, trabalhar em projetos paralelos, se dedicar a um hobbie ou qualquer coisa que te faça feliz. E, quando for o caso de parar um pouquinho, coloque os pés para o alto e permita-se não fazer nada por um momento. Sem culpa.

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