Tá faltando motivação para trabalhar? Olha essa dica

Alguns problemas complexos podem ter respostas simples (foto: Reprodução / Pixar)

Alguns problemas complexos podem ter respostas simples (foto: Reprodução / Pixar)

Publicado na Galileu

Existem muitos conselhos para quem quer tentar ficar mais motivado no trabalho. Além de entender que motivação pode ser genética, já explicamos como odiar menos o seu trabalho, apresentamos a rotina de grandes gênios e quais trabalhos equilibram mais sua vida pessoal e sua carreira. Mas se nada disso funcionou, temos uma dica que pode ser bastante útil: você não precisa se sentir motivado para fazer suas tarefas.

Muitas vezes, acreditamos que nossas emoções precisam estar em ordem para realizarmos nosso trabalho. Essa é a base da maioria das dicas inspiracionais: aprenda a amar seu trabalho, faça o que ama, etc. Mas isso está se tornando cada vez mais uma lenda. No livro The Antidote: Happiness for People Who Can’t Stand Positive Thinking (“O Antídoto: Felicidade para pessoas que odeiam pensamento positivo”, em tradução livre), de Oliver Burkeman, o autor escreve: “Quem disse que você tem que esperar ‘ter vontade’ de fazer uma coisa para realmente fazê-la? O problema dessa perspectiva é que você não se sente realmente motivado: você imagina que precisa estar motivado“, explica.

Para Burkeman, a solução para este dilema é tentar deixar esses sentimentos conflituosos de lado. “Se você consegue compreender que seus pensamentos e emoções sobre aquilo que não quer fazer podem mudar como o clima, você entende que a sua relutância a trabalhar não é algo que precisa ser erradicado ou transformado em pensamento positivo. Você pode coexistir com isso. Você pode notar os pensamentos procrastinadores e trabalhar mesmo assim”, escreve.

Ao mesmo tempo que parece totalmente óbvio, é também um pensamento interessante de se ter sob a perspectiva dos nossos tempos. A teoria de Burkeman também aparece em outros estudos, como em um artigo de 2012 do periódico Psycology Today e no site 99Y. Em ambas as situações, ele cita um psicólogo japonês do início do século 20, Shoma Morita. “É correto assumir que devemos ‘vencer’ o medo de pular em uma piscina, ou aumentar nossa confiança antes de convidar alguém para um encontro?”, ao que Morita responde: “se fosse, a maioria de nós ainda estaria esperando para fazer essas coisas“. Muitas vezes, a resposta não está em se sentir completamente pronto ou preparado, e simplesmente assumir o risco.

 

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