Você é narigudo? Cientistas descobriram quais genes são os culpados

publicado na Super

Os europeus costumam ter narizes finos, proeminentes e pontudos. Já os narizes indígenas têm uma base mais achatada e larga. Quanto mais misturada é uma população, mais difícil é prever como vai ser o nariz de cada pessoa. Uma equipe internacional de cientistas se juntou para entender as origens genéticas dos nossos narizes. E escolheram estudar 5.958 pessoas latinoamericanas, exatamente pela diversidade étnica que a região apresenta.

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Os pesquisadores partiram de fotos de pessoas reais para criar modelos de computador 3D, que pudessem ser estudados nos mínimos detalhes. A partir daí, eles dividiram o nariz em 14 atributos que variam nas pessoas, entre eles o tamanho e o formato das narinas, a curva do nariz e o quanto ele avança para fora do rosto. Além disso, os participantes forneceram uma amostra de sangue para que os cientistas pudessem analisar seu DNA.

As informações genéticas dos participantes foram cruzadas com as características do nariz de cada um. E, como resultados, os pesquisadores descobriram 4 genes principais que influenciam o formato dos nossos focinhos humanos.

Dois genes (GLI3 e PAX1) determinam a largura das narinas. Já o RUNX2 determina a largura do osso nasal. O gene DCHS2 é o responsável pelo tamanho do nariz (o quanto ele avança para fora do rosto) e pelo ângulo da pontinha – ele é o criador do nariz arrebitado.

Os quatro participam do desenvolvimento dos ossos e da cartilagem do rosto, junto com o gene EDAR, que já tinha sido relacionado ao formato da orelha e parece influenciar também a proeminência do queixo. Além do rosto, o EDAR está envolvido com os nossos pelos: ele é um dos genes que influencia a grossura da barba e determina se o cabelo será liso ou ondulado.

O principal objetivo dos cientistas é ter um mapa genético do nariz para entender como ele mudou ao longo da evolução. De acordo com a teoria de Darwin, os indivíduos cujos traços físicos se adaptam melhor ao ambiente levam vantagem – e deixam mais descendentes. Os narizes finos dos europeus, por exemplo, podem ter se espalhado a partir de um ancestral que sobreviveu melhor ao frio porque seu nariz esquentava e umidificava o ar. Assim, os pesquisadores querem investigar que caminho o nariz traçou para alcançar os formatos atuais e que vantagens adaptativas cada tipo de nariz oferece atualmente.

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