Após comentários sobre estupro, estúdio rompe com desenhista brasileiro da DC

Allan Goldman causou controvérsia ao opinar sobre abuso sexual coletivo no RJ

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Mateus Campos, em O Globo

O estúdio que representa o brasileiro Allan Goldman no mercado editorial americano anunciou que rompeu o contrato com o desenhista. Em um comunicado, a empresa Chiaroscuro Studios afirmou que decidiu “encerrar o relacionamento com artistas não alinhados com valores que, para nós, são absolutamente inegociáveis”.

Na última sexta-feira, o autor, que costuma colaborar com a DC Comics, havia feito comentários controversos sobre o caso de estupro coletivo no Rio. Goldman trabalhou em histórias do Superman e dos Jovens Titãs para a empresa americana.

“O que acontece se os 30 estupradores da menina alegaram que são mulheres? Segundo a ideologia de gênero dos esquerdistas, uma pessoa é o que sente, e sua biologia não importa”, escreveu. “Como a Justiça irá julgar o caso de uma mulher que foi violentada por 30 outras mulheres?”

Procurado, Goldman enviou uma nota em que afirma ser vítima de censura. Ele diz que é tratado como alvo por expressar apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e por ter um posicionamento de direita. O autor também afirmou que a Chiaroscuro representava uma “parte menor” de seus trabalhos nos EUA.

— Se você ler meu post, verá que não faço apologia à violência muito menos ao estupro. Aliás, o estupro nem era o objeto do meu questionamento.

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