EUA planejam analisar redes sociais para negar entrada de viajante no país

Ainda em fase de proposta, regra visa combater o terrorismo no país.
Estrangeiros teriam que indicar perfis em sites como Facebook, Twitter etc.

Passaporte

Publicado no G1

O governo dos Estados Unidos planeja averiguar os perfis nas redes sociais de estrangeiros que queiram entrar no país para combater a disseminação do terrorismo.

O Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês) propôs que viajantes indiquem suas contas pessoais em Facebook, Twitter e Instagram. As informações contidas nelas poderão ser usadas para que as autoridades neguem a entrada deles como viajantes em solo norte-americano.

A proposta de revisão das regras atuais de admissão de estrangeiros foi elaborada pelo órgão de Proteção Alfandegária e de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês), ligado ao departamento. Apresentado na última quarta-feira (23), o texto está em consulta pública e fica aberto durante 60 dias para receber contribuições de cidadãos americanos.

Presença digital
A ideia é incluir um campo adicional de informação a ser preenchido pelos viajantes nos formulários de entrada nos EUA e também nos de saída. O processo já inclui a coleta de impressão digital, entrevista pessoal e a checagem do local de estadia, motivação da viagem, entre outros.

Se a proposta vingar, os estrangeiros vão se deparar com o campo “por favor adicionar informações associadas com sua presença digital”, em que deverão adicionar as plataformas digitais de que são usuários.

‘Opcional’
“Isso será um campo de dado opcional para solicitar identificadores de rede social a serem usadas com o propósito de vetar [o ingresso dos viajantes]”, explica o CBP na proposta. “Coletar dados de redes sociais garantirá os processos de investigações já existentes e fornecerá ao DHS maior clareza e visibilidade de possíveis atividades e conexões nefastas, pois criará um conjunto adicional ferramenta que analistas e investigadores poderão usar para analisar e investigar melhor o caso.”

O CBP explica que a proposta de alteração foi feita na esteira de uma lei assinada ainda em 2015 pelo presidente Barack Obama. Para evitar a entrada de terroristas ou atos durante viagens, a legislação permitiu o endurecimento da averiguação de informação de pessoas que queiram entrar nos EUA.

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