Gente que lê é perigosa

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Sérgio Pavarini

“A leitura torna o homem completo”, escreveu Francis Bacon. A amizade com os livros tem sido estimulada ao longo da História e é um hábito que abre as portas do conhecimento.

Infelizmente, os livros nem sempre foram acessíveis a todos. Até o século XIX, a leitura era algo exclusivo ao universo masculino. “As mulheres que leem são perigosas”, pensavam. Livros e liberdade sempre caminharam juntos, por isso ditadores queimaram pilhas de obras na tentativa de submeter pessoas aos seus caprichos.

Se você tem mais de 40 anos como eu, provavelmente conhece várias histórias de gente que foi alfabetizada para poder ler as Escrituras. Cada página percorrida pela primeira vez descortinava um novo mundo de revelações e de possibilidades. Deus escolheu um livro para se comunicar com a humanidade.

Um dos grandes pensadores protestantes do século XX, Karl Barth dizia que “o cristão deve carregar em uma das mãos a Bíblia e, na outra, o jornal”, sinalizando que nosso discurso deve estar contextualizado à realidade que vivemos. “Assim ele pode tornar a fé relevante para a sua geração”, complementou o teólogo alemão.

Deus tem inspirados milhares de pessoas a registrar suas ideias e experiências ao redor do mundo, dando-nos uma oportunidade única de conhecer melhor sua multiforme atuação. Ao contrário do conteúdo geralmente raso da Internet, a leitura de bons livros nos conduz a águas profundas. Desfrute ao máximo essa companhia. Navegar é preciso!

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