Porque Hollywood usa sempre as mesmas músicas clássicas?

Publicado no Update Or Die

Aquele pianinho do Chopin, Carmina Burana, o adágio do Barber (que alguns estudiosos americanos chamam de “a música mais triste já escrita”)…

Hollywood é uma fábrica de emoções e não tem jeito mais poderoso de conseguir isso do que usando música.

Claro, a biblioteca de composições, originais ou escolhidas, dos filmes é gigantesca mas peca em um estilo: música clássica.

Grandes filmes não apresentam assim taaanta variação nas peças clássicas, se apoiando em um punhado delas para os mesmos efeitos.

É pela pouca variedade? Com certeza não.

Para o pessoal da Slate Magazine, isso está relacionado ao Supervisor Musical, o profissional responsável pelo casamento entre imagem e música.

Além da procura de temas desconhecidos dos mais variados estilos, o Supervisor também é encarregado de todo o trâmite legal, com licenças e tudo o mais.

Bom, com Pop e Rock é fácil: muita gente que detém algum direito de músicas não mede esforços pra que algum filme de Hollywood lhe pague uma fortuna por aquele surf rock peruano de 1964.

Mas poucos supervisores musicais vão realmente a fundo em música clássica: seja por preguiça ou por considerar que os mesmos poucos temas já supram a demanda sem reclamações do público.

Pelos poucos exemplos de trilhas alternativas que o vídeo apresenta, claramente é um terreno que, se trabalhado, pode enriquecer ainda mais nossa experiência no cinema.

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